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	<title>Poder em Rede</title>
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	<description>O Poder em Rede surgiu para trazer uma abordagem diferente sobre a cobertura da política no país através de uma ótica mais analítica. Acesse e veja mais!</description>
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		<title>EDITORIAL – As instituições democráticas brasileiras são maiores do que os seus palácios</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2023 21:51:18 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<h3>As cenas lamentáveis de terrorismo assistidas nos quatro cantos do mundo, promovidas por bolsonaristas radicais, não podem ser toleradas.</h3>
<p>O Brasil fez uma escolha por eleger seus representantes pelo voto nas urnas. Desde que o ex-presidente Jair Bolsonaro se silenciou por não aceitar a derrota, alimentou sua base para contestar o resultado das eleições, culminando nos atos criminosos praticados nas três sedes dos Poderes da República neste domingo.</p>
<p>Apesar de tamanho cenário de destruição visto neste domingo, o episódio não foi uma catástrofe inesperada. O Brasil acompanha desde a vitória de Luís Inácio Lula da Silva, como presidente de República, uma escalada de violência.</p>
<p>Começaram com a instalação dos acampamentos bolsonaristas em frente às instituições militares, de onde atos golpistas passaram a ser fermentados, a exemplo do badernaço ocorrido no dia da diplomação do presidente eleito. Neste episódio, apoiadores do ex-presidente Bolsonaro promoveram atos de terrorismo com a realização de depredações e incêndios de bens públicos e privados e a tentativa de invasão do edifício-sede da Polícia Federal, em Brasília.</p>
<p>Veio em seguida a tentativa de explosão de um caminhão-tanque nas imediações do Aeroporto Internacional de Brasília, e de diversas outras denúncias de bombas espalhadas por todo o DF. E ontem, essa horda criminosa foi escoltada do acampamento em frente ao Quartel General do Exército, pela Polícia Militar do DF, para promover as cenas de terror e vandalismo.</p>
<p>Tudo isso aconteceu sob os olhos das autoridades competentes, que deveriam resguardar a ordem e a proteção dos bens públicos na capital do país. Toda a movimentação nas redes sociais e nas estradas que dão acesso à Brasília, deixavam claro que essa movimentação não tinha sequer a preocupação de esconder os reais propósitos do que esses criminosos tinham em mente, ao ocupar a Praça dos Três Poderes.</p>
<p>Tais terroristas comemoraram as depredações, se vangloriaram nas redes socais e apostaram que a partir dali a República e a Democracia Brasileira seria substituída por uma provável intervenção militar. Ledo engano. A barbárie produziu danos de proporções incalculáveis. Mas ficou restrita as perdas patrimoniais e de acervo cultural. E foi só isso.</p>
<p>As instituições permanecem de pé. Seus atores todos condenaram os ataques e estão coordenados para tratar os responsáveis pela letra mais dura da Lei. A Democracia Brasileira saiu dos escombros ainda mais forte e a República, em harmonia para combater quem não as respeita. Tudo com o aval da maioria da população brasileira, que não quer nada menos que a identificação e a exemplar punição a todos: baderneiros, incentivadores, financiadores e autoridades omissas. Todos terroristas.</p>
<p><strong>GRUPO BRASÍLIA</strong></p>
<p><em>FOTO: Gabriela Biló/Folhapress</em></p>
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		<title>Dois para mim, um para você</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2023 00:14:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bandeira]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<h3>O dia 1 para o novo presidente da República foi totalmente favorável a ele.</h3>
<p>Apesar de uma minoria raivosa e que nunca vai aceitar os resultados das urnas, Lula desfilou em carro aberto, foi empossado e subiu a rampa, produzindo uma das imagens mais impactantes da política nacional, diante da decisão do seu antecessor, que não quis passar a faixa presidencial e deixou o país dias antes, sem data de volta.</p>
<p>Bolsonaro acabou levantando uma bola de ouro para o presidente Lula cortar e se projetar positivamente para o mundo, ao permitir com o seu ato, o novo presidente subir a rampa com representantes de estratos sociais das camadas mais populares e excluídas. Festa na Praça dos Três Poderes e choro nos acampamentos bolsonaristas instalados nas cercanias das instalações militares em algumas cidades do país.</p>
<p>Ainda em meio à festa, chegou a hora de trabalhar e empossar a nova equipe que vai ocupar o alto escalão na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A partir daí o roteiro de previsibilidade do que será o novo governo entrou em cena.</p>
<p>Lula já governou o Brasil por duas vezes e o que está por vir neste terceiro mandato, não deve fugir ao roteiro. Estruturou um governo de coalizão com frente ampla de partidos para conseguir aprovar as medidas de interesse, no Congresso Nacional. O reflexo está no seu ministério com mais de 35 cadeiras, igualmente como nos governos anteriores.</p>
<p>Apesar de parecer que está dividindo o bolo de poder, o novo governo demonstra que o presidente que governa é diferente do candidato que disputou a campanha e se elegeu. Os casos mais emblemáticos são os de Simone Tebet (MDB) e André Janones (Avante). Os dois entraram de cabeça na eleição do presidente Lula e não receberam de volta o peso do que trouxeram para o resultado das eleições.</p>
<p>Simone Tebet deixou o dia seguinte do primeiro turno presidencial com 4,16% dos votos e caiu em campanha Brasil afora em favor de Lula. Janones, que também era candidato à presidência da República, chegou a ter 2% das intenções de votos e deixou a campanha ainda no decorrer do primeiro turno, para guerrear em favor de Lula no campo onde seu opositor, Jair Bolsonaro, tinha melhor desenvoltura: as redes sociais.</p>
<p>Sem sombras de dúvidas, Tebet e Janones elegeram Lula presidente. Sem os dois, o teto eleitoral do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) não seria suficiente para lhe alçar ao Palácio do Planalto. Apesar de tanta relevância no pleito mais disputado da democracia do país, o governo de transição resolveu retribuir com bem menos do que mereciam.</p>
<blockquote><p>Isso é também uma normalidade do PT, ao construir suas estruturas de poder: o de nunca dividir a parte mais importante.</p></blockquote>
<p>Na formação do novo ministério, Lula chegou a antecipar a indicação para as pastas que mais tinha interesse: Fazenda, Justiça, Casa Civil, Relações Exteriores e Defesa.</p>
<p>No segundo capitulo da formação de governo, Tebet tentou ser nomeada para o Ministério de Desenvolvimento Social, que cuida de programa como o Bolsa Família. Foi vetada pela presidente do PT, Gleise Hoffmann. Sugeriram para ela como alternativa, os ministérios da Indústria e Comércio, assumido pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin e o do Meio-Ambiente, prometido para Marina Silva.</p>
<p>Acabou nomeada para o Ministério do Planejamento. Uma pasta muito importante, mas sem projeção popular. Vive sempre a sombra do ministro da Fazenda. É só ver no passado de quem já ocupou este ministério. João Sayad, Anibal Teixeira, Yeda Crusius, Alex Stepanenko, Pedro Parente, Miriam Belchior, entre outros. São nomes muito conhecidos da política, mas somente dela. Não vale citar José Serra, que fez projeção e nome como Ministro da Saúde.</p>
<p>E como já abordamos, previsibilidade é sim, o grande forte do presidente Lula. Está claro que Fernando Hadadd é o nome do sucessor do presidente, assim como ele ungiu Dilma Rousseff no passado. Assim, todos os esforços para melhorar as contas do país, serão depositadas na cesta dele. Tebet está nomeada para projetar o nome do atual ministro da Fazenda. Ela sabe disso, e aceitou. Agora está de olho no Parque dos Poderes, sede do governo no Mato Grosso do Sul.</p>
<p>André Janones seguiu pelo o mesmo caminho. Após as eleições, pleiteava a pasta das Comunicações, pelo desempenho que teve no combate ao bolsonarismo nas Redes Sociais, durante a eleição. Foi preterido em um acordo do governo de transição com o partido União Brasil, que indicou o desconhecido deputado federal Juscelino Filho (UB-MA) para comandar a pasta.</p>
<p>O Deputado federal Janones inclusive se afastou do governo de transição na área de Comunicação Social, nomeado por Geraldo Alckmin e agora luta para ter mais projeção na Câmara dos Deputados, como presidente da Comissão de Constituição de Justiça (CCJ), por onde passam todos os projetos, antes de ir a plenário. Essa semana já foi informado pelo novo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT/CE), que isso não seria possível, pois o cargo entrará nas negociações para composição do apoio ao novo governo.</p>
<p>Enfim, as duas personalidades políticas mais importantes para o atual presidente estão sendo vítimas justamente do jeito que o governo eleito sempre governou. Talvez, propositadamente, para não dar projeção nacional, a um nome que não seja do Partido dos Trabalhadores. Até aí, segue o já esperado: nenhuma novidade</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>é Master Consultor do Grupo Brasília de Consultoria Política, Diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos e professor-coordenador de pós-graduação em Análise e Marketing Político da Faculdade Republicana. É articulista e analista político para instituições, corporações e organismos de imprensa nacionais e internacionais. </em></p>
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		<title>Dos meses de tensión</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2022 00:37:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bandeira]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>La idea inicial era escribir un artículo evaluando el período posterior al conteo de las urnas, donde, debido a una pequeña diferencia y una gran participación en las mesas de votación, Brasil eligió a su nuevo presidente. Pero en política las cosas cambian como las nubes, como decía el ex-presidente brasileño, Tancredo Neves. Y entonces cobró mayor relevancia analizar este momento que reúne el silencio presidencial, los bloqueos de carreteras y los adoradores del presidente pidiendo en las calles la intervención militar.</p>
<p>Todo esto puede sugerir que todavía es un breve momento de resaca posterior a la votación y que todo volverá a la normalidad pronto. El silencio del presidente Bolsonaro durante más de 45 horas y un breve discurso de poco más de 1 minuto y 45 segundos, donde no reconoció la victoria del presidente electo Lula, es quizás la contraseña de lo que vendrá hasta el último día de 2022.</p>
<p>Y no hay nada nuevo al respecto. Hoy, por ejemplo, simpatizantes del presidente se concentran frente al Cuartel General del Ejército en Brasilia pidiendo la anulación de los resultados de las urnas y el mantenimiento de Jair Bolsonaro en el poder. Fue en este mismo escenario que el 19 de abril de 2020, el propio presidente pronunció un discurso atacando instituciones como el Congreso Nacional y la mas alta corte de Justicia del Brasil y defendiendo esta misma intervención militar. Y no fue el único ni el último.</p>
<blockquote><p>La diferencia es que en todos estos actos negó lo que había dicho. Ahora, trata de usar el silencio para comandar su tropa ideológica e idólatra, que por conveniencia y propósito, pretenden expulsar a la Democracia de la Constitución Federal brasileña.</p></blockquote>
<p>Por supuesto, el silencio puede ser privado, pero su voz y mando están con las tropas de políticos que alientan la insurgencia de sus soldados a través de las redes sociales, con la colaboración de las instituciones del Estado encargadas de mantener el orden y la seguridad, que realizan un operativo poco efectivo, ante los acontecimientos.</p>
<p>Jair Bolsonaro está aislado y atrincherado en el Palácio del Alvorada, em Brasília/DF. Incluso en el Palacio del Planalto, donde trabaja el presidente, miembros de su goberno, como el primer ministro de la Casa Civil, Ciro Nogueira, están tratando de reconocer y establecer un gobierno de transición con el futuro ocupante del Ejecutivo. En la Esplanada dos Ministérios, nada más actual que la expresión “café frío y agua caliente”, para retratar este momento de la salida de Bolsonaro de la Presidencia de la República del Brasil.</p>
<p>No lejos de Brasilia, en las unidades de la federación donde tuvo un buen desempeño, no está recibiendo apoyo para su proyecto. Los gobernadores electos con su apoyo en primera y segunda vuelta ya refrendaron la equidad del proceso electoral y buscan establecer puentes institucionales con el futuro presidente. Al fin y al cabo, los problemas domésticos a los que se enfrentará cada uno son mayores que emprender una bravata fuera del texto constitucional.</p>
<p>Si institucionalmente los caminos están cerrados, la solución que ha encontrado el presidente ha sido la parte de la población que en su nombre está dispuesta a emprender cualquier aventura, así sea de transgresión y delincuencia. Es muy posible que este escenario de bloqueo de vías y desórdenes públicos al que asistimos hoy, sea solo un ejemplo de lo que está por venir. El presidente no sólo puede permanecer en silencio, sino también inoperante frente a su responsabilidad de controlar esta porción inconformista. Tanto de palabra como por el rigor de la ley. Puede haber una estrategia en marcha para tratar de fatigar y resquebrajar la democracia brasileña por el agotamiento y los inconvenientes causados ​​a otra parte de la población con los temas de desabastecimiento, aumento de precios y orfandad del poder estatal. El resultado de esto puede ser impredecible, pero ciertamente no será bueno para el país.</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira </strong><em>– Máster consultor del Grupo Brasilia de Consultoría Política, Director de la Asociación Brasileña de Consultores Políticos y profesor-coordinador de posgrado en Análisis Político y Marketing de la Faculdade Republicana, en Basília/DF. Es columnista y analista político de instituciones, corporaciones y organizaciones de prensa nacionales e internacionales.</em></p>
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		<title>Dois longos meses</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Nov 2022 19:20:10 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>A ideia inicial era elaborar um artigo avaliando o momento pós-apuração das urnas, onde por uma pequena diferença e um grande comparecimento as seções eleitorais, o Brasil escolheu seu novo presidente. Mas na política as coisas mudam como as nuvens, como já dizia Tancredo Neves. E então se tornou mais relevante analisar este momento que reúne o silêncio presidencial, os bloqueios de estradas e adoradores do presidente pedindo nas ruas a intervenção militar.</p>
<p>Tudo isso pode dar a entender que seja um momento ainda de ressaca pós-resultado e que tudo estará normalizado em breve. O silêncio do presidente Bolsonaro por mais de 45 horas e um breve discurso de pouco mais de 1 minuto e 45 segundos, onde não reconheceu a vitória do presidente eleito Lula, talvez seja a senha para o que estará por vir até o último dia de 2022.</p>
<p>E não há nada de novo nisso. Hoje, por exemplo, apoiadores do presidente estão reunidos em frente do Quartel General do Exército em Brasília pedindo anulação do resultado das urnas e manutenção de Jair Bolsonaro no poder. Foi neste mesmo cenário que em 19 de abril de 2020 o próprio presidente discursou atacando as instituições como o Congresso Nacional e o STF e defendendo essa mesma intervenção militar. E não foi a única ou a última.</p>
<blockquote><p>A diferença é que em todos esses atos ele desmentia o que havia dito. Agora, tenta usar o silêncio para comandar a sua tropa ideológica e idólatra, que por conveniência e propósito, tentam expulsar a Democracia, da Constituição Federal.</p></blockquote>
<p>Logicamente que o silêncio possa ser particular, mas sua voz e comando estão com a tropa de parlamentares que incentivam a insurgência de seus soldados via redes sociais, com a colaboração de instituições de Estado responsáveis pela manutenção da ordem e da segurança, que fazem operação padrão, diante dos acontecimentos.</p>
<p>Bolsonaro não conseguiu nem no voto e nem com o apoio de outros poderes, mudar o resultado do jogo. Nenhum político ou autoridade de expressão se escalou para esse jogo fora das quatro linhas. Os presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado da República foram os primeiros a legitimar a vitória de Lula nas urnas, blindando o Congresso Nacional de ser palco de um ato totalmente antidemocrático. Na sequência, o Judiciário, por meio das cortes supremas e superiores e seus magistrados, concluíram o rito. Bolsonaro até tentou levar a mais alta corte para ouvir seu pronunciamento, mas todos os magistrados recusaram o convite. Restou a ele fazer o trajeto inverso, onde ganhou de presente dos ministros do STF, um exemplar da Constituição Federal.</p>
<p>Jair Bolsonaro está isolado e entrincheirando no Palácio do Alvorada. Pois até no Palácio do Planalto, membros do primeiro escalão como ministro-chefe da casa-civil, Ciro Nogueira, tratam de reconhecer e estabelecer um governo de transição com o futuro ocupante do Executivo. Na Esplanada dos Ministério nada mais atual que a expressão “café frio e água quente”, para retratar esse momento de saída de Bolsonaro da Presidência da República.</p>
<p>Nem distante de Brasília, nas unidades da federação onde teve bom desempenho, está conseguindo apoio para o seu projeto. Governadores eleitos com o seu apoio no primeiro e segundo turno já referendaram a lisura do processo eleitoral e procuram estabelecer pontes institucionais com o futuro presidente. Afinal, os problemas domésticos que cada um vai enfrentar são maiores do que encampar uma bravata fora do texto constitucional.</p>
<p>Se institucionalmente os caminhos estão fechados, a saída encontrada pelo presidente tem sido a parcela da população que em seu nome estão dispostos a qualquer aventura, mesmo que isso envolva a transgressão e o crime. É bem possível que esse quadro de interdições de rodovias e de desordem pública, que assistimos hoje seja, somente um exemplo para o que está por vir. O presidente pode não só continuar calado, mas também inoperante diante da sua responsabilidade de controlar essa parcela inconformada. Tanto pela palavra, quando pelo rigor da lei. Pode estar em curso uma estratégia de tentar fadigar e romper a democracia brasileira pela exaustão e pelo transtorno causado a outra parte da população com as questões de desabastecimento, aumento de preços e orfandade do poder do Estado. O resultado disso pode ser imprevisível, mas de certo, não será nada bom para o país.</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>é Master Consultor do Grupo Brasília de Consultoria Política, Diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos e professor-coordenador de pós-graduação em Análise e Marketing Político da Faculdade Republicana. É articulista e analista político para instituições, corporações e organismos de imprensa nacionais e internacionais. </em></p>
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		<title>2o. Turno: Até que soe o gongo</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2022 18:38:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bandeira]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>As campanhas presidenciais estão confirmando alguns preceitos e alterando outros para quem labuta no campo da política. A primeira lição é de que não se pode descansar por um segundo sequer. A disputa Lula Vs Bolsonaro vai ser travada nos 12 rounds e nenhum deles poderá se declarar vencedor antes da hora. Entramos na última semana antes do pleito, sem previsão de que haja um nocaute que leve o opositor as lonas antes das 17 horas de domingo, horário de Brasília.</p>
<p>No primeiro turno vimos ambos os lados cantarem vitória. Mas os juízes da disputa – os eleitores brasileiros – decidiram que deveria acontecer um novo round para confirmar a escolha do novo presidente. Em verdade, a ressaca foi maior por parte da campanha de Lula do que a de Bolsonaro, pela maior proximidade do limite mágico dos 50% + 1 dos votos válidos, acompanhado do que apontava projeções de alguns institutos de pesquisa, dentro das devidas margens de erro.</p>
<p>Mas em uma disputa onde o detalhe pode ser o resultado entre vencer e perder, o dia seguinte dos dois candidatos foi de muito trabalho e articulações para continuidade dessa batalha épica. No campo do marketing eleitoral essa lição é de ouro. Político que relaxa ou dorme no ponto, perde por pontos, ou por pouco votos. De Norte a Sul do Brasil diversos são os exemplos de candidatos que se viram eleitos e se descobriram sem o desejado mandato após urnas abertas. Fica a lição de que campanha eleitoral é ato de intensidade até o último minuto.</p>
<blockquote><p>Lula e Bolsonaro travam uma guerra de resistência e a disputa será por pontos e provavelmente, por uma diferença muito pequena.</p></blockquote>
<p>O cenário eleitoral de agora nos permite dizer que qualquer um pode se sagrar vencedor no dia 30/10. E para isso, o embate se dará essencialmente por golpes abaixo da linha da cintura. E aí entra a segunda parte desse artigo, no que concerne a nova regra do manual da disputa eleitoral.</p>
<p>No cômpito normal das campanhas políticas o fundamento convencional passa por dizer quem é o candidato, que problemas pretende resolver e no que ele é melhor do que a concorrência. Hoje, a base de comparação se resume em focar naquilo que o oponente representa de pior. As propostas e projetos nem sequer entram mais no ringue e a construção da imagem é alicerçada em uma comparação a partir do que o outro possa representar de negativo para a população, caso eleito. É um voto sustentado no medo e na responsabilização do eleitor por estar escolhendo errado. Trocamos o tradicional “Vote em mim”, pelo tão somente “Não vote nele”.</p>
<p>Por isso, alcançamos dois dados surpreendentemente equivalentes: primeiro, o Instituto Datafolha indica em seu levantamento de 17 a 19 de outubro, que 94% da população já decidiu como votar no segundo turno. O segundo tem a ver com o índice de rejeição: 48% rejeitam somente Bolsonaro, 43% rejeitam somente Lula e 3% rejeitam tanto o petista como o atual presidente. Ou seja, os mesmos 94%. Isso nos diz que o povo brasileiro vai às urnas para escolher baseado no quesito rejeição. Na falta de propostas e no excesso de ataques de lado a lado, não poderíamos ter um outro perfil de voto.</p>
<p>A bem da verdade, os eleitores decidiram que não se importam com os golpes e nem como eles são desferidos neste pleito. Mais do que isso, aprovam, estimulam e se envolvem na disputa fora do ringue. Quase todos querem ser um pouco Bolsonaro ou Lula, para rivalizar com quem está em campo oposto. Um embate entre convertidos, onde as chances de catequizar para o seu lado, quem já crê no outro, são quase inexistentes.</p>
<p>Nessa briga para não perder os votos obtidos no primeiro turno, tentar convencer os poucos indecisos e trabalhar os que ainda podem mudar de opinião, o vale-tudo segue até domingo, com a obrigação fundamental de cada parte, levar seus eleitores até as urnas. Enfim, enquanto não soar o gongo, segue a luta!</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>é Master consultor do Grupo Brasília de Consultoria Política, Diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos no DF e professor-coordenados de pós-graduação em Análise e Marketing Político da Faculdade Republicana. É articulista e analista político para instituições, corporações e organismos de imprensa nacionais e internacionais. </em></p>
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		<title>Lula vs Bolsonaro: será Titánico</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Oct 2022 16:08:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bandeira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Política en Español]]></category>
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		<category><![CDATA[elecciones]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Todos los indicadores revelan que la disputa que se tratará en la segunda vuelta de las elecciones presidenciales brasileñas será el resultado de un choque de proporciones épicas. Y para coronarse vencedores, los primeros días posteriores a la primera vuelta demuestran que los contrincantes no escatimarán ataques de todo tipo.</p>
<p>Sin duda, la racionalidad de las propuestas y planes de gobierno debe quedar para segundos o terceros planes. Las cifras consolidadas de votos obtenidos en la primera vuelta muestran una diferencia del 5,28% entre Lula y Bolsonaro, quedando el primer lugar al 1,57% de superar el umbral del 50% de votos válidos. Es la repetición de un escenario continuo de intensa polarización, que de ahora en adelante ya no cuenta con la dispersión de los demás candidatos que aún buscaban brillar al sol, en la carrera presidencial.</p>
<p>En esta lucha tenemos todos los ingredientes. Un país geográficamente dividido, con Lula prevaleciendo en las regiones Norte y Nordeste y Bolsonaro en las regiones Sur y Centro Oeste. Una lucha de clases entre los desfavorecidos y los más ricos. Además de una agenda de costumbres sustentada en la creencia y la espiritualidad. Cada uno imponiendo, a su manera, que votar por el otro es una elección de riesgo y miedo.</p>
<p>Vivimos hoy en una sociedad encapsulada en Burbujas Sociales, que se alimentan de hechos e información preparada para agrupar y dar sentimiento de pertenencia a grupos. Y aquí no hay la menor necesidad de que estos hechos sean ciertos, pues la verdad es lo que menos importa. El éxito de las fake news radica precisamente en vender un fragmento de elementos, que en su conjunto, contienen una historia que uno quiere creer y, sobre todo, agradable al colectivo que la difunde. Las personas saben que estas publicaciones, memes o declaraciones son falsas, pero promueven una sensación de bienestar en quienes las difunden, generan pertenencia y relevancia dentro del grupo. Todo hecho en la valoración y reconocimiento generado dentro de la burbuja, con el debido anonimato frente a quienes están fuera de ella. Y en este escenario, las redes sociales y los grupos de mensajería (WhatsApp y Telegram) son armas imprescindibles en esta disputa de las MMA.</p>
<blockquote><p>En una guerra titánica, donde los dos oponentes van por el todo o nada, suele perder la ciudad que es escenario de este enfrentamiento, con sus edificios destruidos y muchos incendios.</p></blockquote>
<p>Una analogía importante de lo que debería suceder después de las elecciones. ¿Qué país estará de pie después del 3 de octubre? Una hipótesis es que los siguientes tiempos aún deberían mantener fuertes a ambos grupos. Lo que perdió en plena oposición a lo que ganó. Ya sea por la canasta de votos que cada uno obtendrá en la segunda vuelta, o por la base de apoyo, principalmente en el Congreso Nacional del Brasil, que ya están definidas. Es decir, un pueblo acalorado en las calles y una oposición alerta contra las medidas y proyectos del gobierno del que salga victorioso.</p>
<p>¿Cómo mirar hacia adelante, cuando el éxito de los competidores radica en promover la división del tejido social brasileño? Lula editó el “nosotros y ellos” que plagaron la vida póstuma de la administración del presidente Fernando Henrique Cardoso. Bolsonaro perfeccionó el modelo, fragmentando la sociedad en varios otros nichos: cristianos, comunistas, nordestinos, mujeres, analfabetos, familia, buenos ciudadanos, entre otros.</p>
<p>El secreto es que estas bajas de guerra pueden superarse reconstruyendo una nación que se centre en lo que no será importante en las campañas de los candidatos hasta el 30/10. Cómo el país crecerá, se desarrollará, generará empleo, renta y mejores condiciones de vida para todo el colectivo de la sociedad, albergando a los más necesitados y brindando más educación a las futuras generaciones de brasileños. Si la disputa es épica, también lo son los problemas que deberá enfrentar el futuro presidente.</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>Consultor principal en Grupo Btrasília del Consultoria Politica, Director de la Asociación Brasileña de Consultores Políticos en DF y profesor-coordinado de posgrado en Análisis Político y Marketing de la Faculdade Republicana de Brasília. Y columnista y analista político de organizaciones de prensa nacionales e internacionales, corporaciones y organizaciones de prensa. </em></p>
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		<title>Lula x Bolsonaro: Vai ser Titânico</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2022 19:58:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bandeira]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Todos os indicadores revelam que a disputa que será tratada em segundo turno nas urnas presidenciais vai ser fruto de um embate de proporções épicas. E<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Todos os indicadores revelam que a disputa que será tratada em segundo turno nas urnas presidenciais vai ser fruto de um embate de proporções épicas. E para se sagrarem vencedores, os primeiros dias pós primeiro turno mostram que os adversários não vão poupar ataques de todas as naturezas.</p>
<p>Sem dúvida, a racionalidade de propostas e planos de governo devem ficar para segundo ou terceiro planos. Os números consolidados de votos obtidos no primeiro escrutínio, apresentam uma diferença de 5,28% entre Lula e Bolsonaro, colocando o primeiro colocado a 1,57% de ultrapassar o limite dos 50% dos votos válidos. É a repetição de um cenário contínuo de intensa polarização, que a partir de agora não conta mais com a dispersão dos demais candidatos que ainda tentavam uma luz ao sol, na corrida presidencial.</p>
<p>Nesse embate temos todos os ingredientes. Um país geograficamente dividido, com prevalência de Lula nas Regiões Norte e Nordeste e Bolsonaro nas Regiões Sul e Centro-Oeste. Uma luta de classes entre desassistidos e os mais abonados. Além de uma pauta de costumes sustentadas na crença e espiritualidade. Cada um impondo, à sua maneira, que votar no outro é uma escolha de risco e medo.</p>
<p>Vivemos hoje em uma sociedade encapsulada em Bolhas Sociais, que se alimentam de fatos e informações preparadas para agrupar e dar sentimento de pertencimento aos grupos. E aqui não há a menor necessidade que esses fatos sejam verdadeiros, pois a verdade é o que menos importa. O sucesso das <em>fake news </em>estão justamente em vender um fragmento de elementos, que juntos, contém uma história que se deseja crer e, principalmente, agradável ao grupo que a dissemina. As pessoas sabem que essas postagens, memes ou afirmações são falsas, mas promovem sensação de bem-estar em quem as dissemina, gera pertencimento e relevância dentro do grupo. Tudo feito na valoração e reconhecimento gerado dentro da bolha, com o devido anonimato diante de quem está fora dela. E este cenário, as redes sociais e os grupos de mensageria (WhatsApp e Telegram) são armas essenciais nessa disputa do vale-tudo.</p>
<p>Em uma guerra titânica, onde os dois oponentes vão para o tudo ou nada, geralmente quem perde é a cidade que é cenário para este embate, com seus prédios destruídos e muitos incêndios. Uma analogia importante para o que deve acontecer pós-eleição. Que país estará de pé após 03 de outubro? Uma hipótese é que os tempos seguintes, ainda deverão manter os dois grupos fortes. O que perdeu em plena oposição ao que ganhou. Seja pela cesta de votos que cada um vai obter no segundo turno, seja pela base de apoio, principalmente no Congresso Nacional, que já estão definidas. Ou seja, um povo aquecido nas ruas e uma oposição alerta contra as medidas e projetos do governo daquele que se sagrar vitorioso.</p>
<p>Como olhar para frente, quando o sucesso dos competidores está em promover a divisão do tecido social brasileiro? Lula editou o “<em>nós e eles</em>” que atormentou a vida póstuma do governo FHC. Bolsonaro aperfeiçoou o modelo, fragmentando a sociedade em diversos outros nichos: cristão, comunistas, nordestinos, mulheres, analfabetos, família, cidadãos de bem, entre outros.</p>
<p>O segredo é que estas baixas de guerra possam ser suplantadas pela reconstrução de uma nação que se concentre naquilo que não será importante nas campanhas dos candidatos até o dia 30/10. Como farão o país crescer, se desenvolver, gerar emprego, renda e melhores condições de vida para todo o coletivo da sociedade, abrigando os mais necessitados e dando mais educação para as futuras gerações de brasileiros. Se a disputa é épica, também são os problemas que devem ser enfrentados pelo futuro presidente.</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>é Master consultor do Grupo Brasília de Consultoria Política, Diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos no DF e professor-coordenados de pós-graduação em Análise e Marketing Político da Faculdade Republicana. É articulista e analista político para instituições, corporações e organismos de imprensa nacionais e internacionais.&nbsp;</em></p>
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		<title>COVID Presidencial</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2020 21:15:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bandeira]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p class="big">O que muito se temia, ou que se previa, aconteceu: Jair Bolsonaro testou positivo para a COVID-19. O anúncio foi feito pelo próprio presidente, direto dos jardins do Palácio do Alvorada, onde ele já cumpre quarentena. O episódio, no entanto, não é um epílogo nessa relação do mandatário número um do país com a maior pandemia do mundo moderno. Pelo contrário, é neste momento que o caldeirão da mistura onde as crises políticas e sanitárias se encontram, mais se aferventa.</p>
<p class="big">E se engana quem acredita que o <em>Coronavírus Presidencial</em> possa determinar vencedores e perdedores nesta queda-de-braço entre opositores e apoiadores do atual governo. O episódio acaba por gerar discursos positivos e negativos para ambos os lados e devem ganhar os debates, principalmente na virtualidade das redes sociais.</p>
<p class="big">A relação de Jair Bolsonaro e a pandemia da COVID-19 sempre foi muito tensa e épica. O presidente já se submeteu a outros três exames desde a viagem que fez aos EUA em março. Até a revelação dos resultados em 13 de maio, muitas especulações surgiram e muito esforço fora feito pelo Palácio do Planalto para evitar a divulgação dos resultados, já que a mesma era provocada por uma ação judicial junto ao STF, promovida por um jornal considerado inimigo do governo: <em>O Estado de São Paulo</em>. Os resultados deram negativo.</p>
<p class="big">De 13 de maio até a data do exame positivo do presidente da República, a COVID no Brasil saltou de 190.137 casos confirmados e 13.240 mortes, para 1.623.284 casos confirmados e 65.487 mortes. Uma escalada que a oposição do governo certamente deve tirar proveito, ilustrando com diversos episódios em que Jair Bolsonaro participou de manifestações públicas e de atos governamentais, sem observâncias das recomendações da organização Mundial de Saúde (OMS), de distanciamento social e uso de máscaras.</p>
<p class="big">Aliás, a proteção facial sempre foi muito questionada pelo presidente. Tanto que na última quinta-feira (02/07), sancionou, com vetos, a lei que disciplina o uso de máscara em espaços públicos em todo o território nacional (14.019/2020). Foram vetados, por exemplo, a obrigação de uso delas em órgãos públicos, estabelecimentos comerciais, industriais, templos religiosos e instituições de ensino.</p>
<p class="big">Outro aspecto que deve muito ser usado contra o presidente a partir de agora são as frases pronunciadas no passado, tentando qualificar a COVID. Entre elas o famoso “<em>E daí?</em> ”, sobre a escalada de mortes da doença no país; a de que “<em>todos vamos morrer um dia</em>”, questionando as decisões de governadores pelo isolamento social; que o “<em>coronavírus está superdimensionado</em>”, ainda no início da pandemia e a mais famosa delas a de que a COVID “<em>é somente uma gripezinha</em>”, pronunciada em cadeia de rádio e televisão, acompanhada do autoelogio sobre o seu passado atlético, que não sofreria nada, caso pegasse a doença.</p>
<p class="big">Curiosamente é a partir daí que a construção do discurso de quem apóia o governo se inicia. Poderá o presidente comprovar a sua tese de que a COVID não passou de uma “gripezinha”, se passar sem maiores problemas de saúde por ela. Uma tragédia seria acontecer com ele o que aconteceu com o primeiro ministro inglês, Boris Johnson, que criticava a doença e mudou o discurso depois que contraiu a COVID e precisou de cuidados em uma UTI Médica inglesa.</p>
<p class="big">Neste momento a construção do discurso político corre em similaridade ao momento nacional de extrema vinculação entre os cenários político e sanitário no país, onde é impossível dissociar uma coisa da outra. Para o presidente, o mais importante agora é que sua saúde não sofra com a enfermidade. Tão real essa relação, que Jair Bolsonaro já avisou que continuará despachando, agora por videoconferência do Palácio do Alvorada. Mostra assim, que a COVID não alterou sua rotina e sua saúde, mais do que uma simples gripe.</p>
<p class="big">Se tudo correr bem, após o período de quarentena, o presidente se sentirá mais liberto para participar de eventos com aglomerações pelo país afora e defender suas bandeiras, iniciativas e teses pelo final do isolamento e do retorno das atividades econômicas-sociais.</p>
<p class="big">Outro fator importante neste momento é a queda de braço em favor da Hidroxicloroquina. O presidente já está fazendo uso da medicação para cuidar da sua saúde e sem dúvida deverá fazer uso da mesma nos discursos em favor dela, mesmo que questionadas por diversos setores da ciência e medicina. Com comprovação científica ou não, a cloroquina vai voltar a vitrine, tendo como laboratório de experimentação, a saúde presidencial.</p>
<p class="big">Enfim, o teste positivo do presidente é mais um momento importante na trajetória da epidemia do Coronavírus no Brasil, que deve se estender até que a mesma possa ser controlada. E novamente reavivada nos embates políticos eleitorais de 2022. Não faltarão argumentos de parte-a-parte e a pandemia e seus desdobramentos poderão, enfim, determinar quem ocupará o cargo de presidente da República.</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>é Master Consultor da Strattegia Consultoria Política e diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos – Regional DF (ABCOP). É articulista e analista político para instituições, corporações e organismos de imprensa nacionais e internacionais. </em></p>
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		<title>Un juez en el ataque</title>
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		<pubDate>Sun, 31 May 2020 02:12:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bandeira]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p class="big">Un año y cuatro meses fueron suficientes para poner al presidente y al nombre más grande de la Esplanada de los Ministerios en lados opuestos. Jair Bolsonaro y Sérgio Moro intercambiaron abrazos, mimos y elogios por acusaciones abiertas en todos los medios. Una situación que elevó la temperatura, ya alta, en el caldero político del Palacio Planalto, reflejándolo en las calles y en las redes sociales.</p>
<p class="big">A diferencia del ministro Henrique Mandetta, que ha dejado el Ministerio de la Sanidad una semana antes sin críticas abiertas ni acusaciones al presidente acerca de las diferencias de posición frente a la crisis del Coronavirus, Sérgio Moro se aseguró dejar el chivo en la cristalería a causa de los posibles intentos de injerencia de Jair Bolsonaro, al cargo de la Policía Federal, por razones personales de su familia.</p>
<p class="big">Esta no es la única diferencia entre los dos episodios que desencadenaron las reestructuraciones ministeriales en el gobierno. Mandetta es un político profesional. Cultivó su gran popularidad en las ruedas de prensa diarias y en las francas conversaciones sobre las necesidades de aislamiento cuando COVID-19 solo había dejado de ser una suposición para convertirse en estadísticas y en una realidad de las ciudades brasileñas. Incluso Mandetta se convirtió en una figura más importante que Sérgio Moro, dentro de la Esplanada de los Ministerios. Él se fue para no ceder ante la presión de poner fin al aislamiento y por no querer adoptar protocolos de tratamiento con la polémica hidroxicloroquina. Después de la entrevista para el programa Fantástico de la TV Globo, &#8220;tomó su gorra&#8221;, agradeció y se sumergió.</p>
<p class="big">El exministro de Justicia prefirió otro camino. Después de haber sido el primer nombre a ser invitado y confirmado como parte del primer rango del presidente Bolsonaro y de haber sido aplaudido por el grupo de seguidores y votantes del nuevo mandatario, rompió el matrimonio lavando su ropa sucia en público. La <em>TV Globo</em>, que una vez más aprovechó el episodio, pudo transmitir de primera mano, en el <em>prime time</em> de audiencia del <em>Jornal Nacional,</em> el intercambio de mensajes entre el entonces ministro con el Presidente de la República y con otros políticos que pertenecen al círculo de apoyo presidencial, insinuándoles que había muchos otros intereses no republicanos detrás de su renuncia.</p>
<p class="big">Además de este aspecto, tenemos que considerar que Sérgio Moro, a diferencia de su compañero que recientemente ha dejado el Ministerio de la Sanidad, cuando se embarcó en el gobierno, ya tenía una legión de fans por su desempeño como juez a la frente de la Operación<em> Lava-Jato</em>, en la lucha contra corrupción y delitos de cuello blanco, que involucran a los más grandes contratistas  del país y al núcleo del poder del gobierno liderado por el Partido de los Trabajadores &#8211; PT. Juzgó y colocó detrás de los barrotes a empresarios, políticos y la mayor estrella del PT, el expresidente Lula, y consolidó el popular grupo de &#8220;lava-jatistas&#8221; a su alrededor.</p>
<p class="big">Teniendo en cuenta la campaña electoral de 2018, polarizada entre los simpatizantes de izquierda y el discurso de la llamada &#8220;Nueva Política&#8221;, lo que llevó a la lucha contra la corrupción y la no devolución del poder justamente al PT, mediante la campaña presidencial del profesor Fernando Haddad. Con Bolsonaro elegido, Moro personificó ese discurso dentro del gobierno como ministro. Como resultado de ello, los &#8221; lava-jatistas&#8221; desembarcan junto con el exjuez del gobierno, lo que representa inmediatamente una fractura importante en la base popular del presidente, que puede causar daños irrecuperables a los futuros intereses electorales de Bolsonaro en 2022. Sobre todo, pues, con su salida, el exministro deja como legado la suposición de que el gobierno actual no difiere, en la práctica, de ninguno de los anteriores.</p>
<p class="big">El síntoma más inmediato de la renuncia de Sérgio Moro, que ha causado más daño que la salida de Mandetta, fue precisamente que el presidente y la policía antimotines del gobierno federal se propusieron a descalificar en público la figura del exjuez, en un intento de cuestionar su integridad, más que nada tras la filtración de mensajes intercambiados entre personajes del poder. La militancia digital del presidente no escatimó ataques y memes a este respecto. Lo interesante en este entonces es que el gobierno y los miembros del PT se unieron para criticar la postura del exministro, ya que en el pasado, los partidarios del expresidente Lula criticaron duramente la conducta de Sérgio Moro cuando la conversación entre los expresidentes Dilma y Lula, protegida bajo el secreto de la justicia, se publicó a la época en que Lula estaba a punto de ser nombrado el Jefe de Gabinete de la Presidencia del gobierno. A pesar de ello, la imagen de Sérgio Moro creció en las encuestas. Según la consultora <em>Quaest</em>, que monitorea el alcance digital de los líderes políticos, el exministro ganó 196 mil seguidores en Instagram y otros 20 mil en Twitter tras su renuncia.</p>
<p class="big">El hecho es que, aun así, el hervor del momento posterior a la renuncia aún no ha disminuido y parece que todavía puede haber algo de vida por delante. Como juez, Sérgio Moro sabe bien que una denuncia sin prueba no puede sostenerse. Además de los mensajes intercambiados, el exministro se encargó de hacer referencia a la grabación de una reunión ministerial, en la que el presidente reclama al exministro sobre el cambio de mando en la Policía Federal en Río de Janeiro por intereses personales para protección de miembros de su familia, en vista de las investigaciones que se lleva a cabo.</p>
<p class="big">A partir de las transcripciones ya reveladas, existe la posibilidad de que la acusación sea verdadera y relevante, lo que complicaría aún más el presidente Jair Bolsonaro y lo que podría acércale a él un proceso de <em>impeachment</em>, por delito de responsabilidad. La gran lucha del presidente ahora es el cambio de tono de su versión, al afirmar que no estaba hablando de la Policía Federal, sino solo de asuntos relacionados con la seguridad de su familia en Río de Janeiro, argumentos estratégicamente elaborados por su defensa.</p>
<p class="big">Con todos los elementos expuestos, se estableció un tribunal informal, que ahora trata de juzgar con las evidencias que surgen, si el presidente Bolsonaro es culpable por intervenir en la Policía Federal en favor de intereses personales y en el que el exjuez Sérgio Moro trabaja para demostrar que la acusación es verdad. Todo esto sucede en medio de la mayor crisis de sanitaria, económica y social del país. Y como cualquier gran fallo, nuevos episodios están aún por ocurrir que pueden expandir o enfriar el potencial de las denuncias. En juego la continuidad de un gobierno, así como, el ajuste de las piezas en el tablero de las próximas elecciones presidenciales.</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>Consultor principal en Strattegia Consultoria Politica, Director de la Asociación Brasileña de Consultores Políticos en DF. Y columnista y analista político de organizaciones de prensa nacionales e internacionales, corporaciones y organizaciones de prensa. </em></p>
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		<title>Um juiz no ataque</title>
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		<pubDate>Fri, 22 May 2020 23:28:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bandeira]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p class="big">Um ano e quatro meses foram o suficiente para colocar em lados opostos, o presidente e o maior nome da Esplanada dos Ministérios. Jair Bolsonaro e Sérgio Moro trocaram os abraços, afagos e elogios, pelas acusações abertas em todos os meios. Uma situação que elevou a temperatura, já alta, no caldeirão político do Palácio do Planalto, com reflexo nas ruas e nas redes sociais.</p>
<p class="big">Ao contrário do ministro Henrique Mandetta, que deixou o Ministério da Saúde uma semana antes, sem críticas ou acusações abertas ao presidente, em virtude das diferenças de posicionamento diante da crise do Coronavírus, Sérgio Moro fez questão de sair deixando na sala do presidente um bode nervoso, por conta das possíveis tentativas de interferência de Jair Bolsonaro, no comando da Polícia Federal, por razões domésticas de sua família.</p>
<p class="big">Esta não é a única diferença entre os dois episódios que movimentaram o redesenho do <em>staff</em> ministerial de Bolsonaro. Mandetta é um político de ofício. Cultivou sua grande popularidade nas coletivas diárias e na conversa franca sobre as necessidades de isolamento quando a COVID-19 deixou de ser uma suposição, para se tornar estatística e realidade nas cidades brasileiras. Se tornou inclusive uma figura mais importante que Sérgio Moro, dentro da Esplanada dos Ministérios. Saiu por não ceder às pressões pelo fim do isolamento e por não querer adotar protocolos de tratamento com a polêmica <em>Hidroxicloroquina</em>. Depois da entrevista para o programa <em>Fantástico da TV Globo</em>, “pegou seu boné”, agradeceu e submergiu.</p>
<p class="big">O ex-ministro da Justiça preferiu outro caminho. Depois de ter sido o primeiro nome a ser chamado e confirmado a compor o primeiro escalão do presidente Bolsonaro, e ser ovacionado pelo grupo de apoiadores e eleitores do novo presidente, rompeu o casamento lavando a roupa suja abertamente. Quem mais uma vez se aproveitou do episódio foi a <em>TV Globo</em>, que pode veicular em primeira mão, no horário nobre do <em>Jornal Nacional</em>, as trocas de mensagens entre o então ministro com o presidente da República e com outros políticos do círculo de apoio presidencial, insinuando que havia muito outros interesses não republicanos, por detrás de sua demissão.</p>
<p class="big">Além desse aspecto, temos que considerar que Sérgio Moro, diferente do seu colega recém-saído da Saúde, quando embarcou no governo, já possuía uma legião de fãs por conta de sua atuação como juiz à frente da <em>Operação Lava-Jato</em>, no combate aos crimes de corrupção e colarinho branco, envolvendo as maiores empreiteiras do país e o núcleo do poder de governos liderados pelo Partido dos Trabalhadores. Julgou e colocou atrás das grades empresários, políticos e a maior estrela do PT, o ex-presidente Lula e consolidou em torno de si o grupo popular dos “lava-jatistas”.</p>
<p class="big">Considerando a campanha eleitoral de 2018, polarizada entre os simpatizantes da esquerda e o discurso da tal “Nova Política”, que trazia o combate a corrupção e a não devolução do poder justamente ao PT, por meio da campanha presidencial do professor Fernando Haddad. Com Bolsonaro eleito, Moro personificou como ministro, esse discurso dentro do governo Bolsonaro. Por consequência, os mesmos “lava-jatistas” desembarcam junto com o ex-juiz do governo, representando de imediato, uma fratura importante na base popular do presidente, que pode trazer danos irrecuperáveis aos interesses eleitorais futuros de Bolsonaro, em 2022. Principalmente quando nesta saída, o ex-ministro deixa como legado, a suposição de que o atual governo não se diferencia, na prática, de nenhum dos outros que vieram antes.</p>
<p class="big">O sintoma mais imediato de que a exoneração de Sérgio Moro causou maior dano do que saída Mandetta, foi justamente o presidente e a tropa de choque de defesa do governo federal partir para a desqualificação pública da figura do ex-juiz, na tentativa de questionar a sua integridade, principalmente pelo vazamento de troca de mensagens entre personagens do poder. A militância digital do presidente não poupou ataques e memes neste sentido. Curiosamente, foi um momento em que governo e petistas se uniram para criticar a postura do ex-ministro, já que no passado, os apoiadores do ex-presidente Lula, criticaram muito a conduta de Sérgio Moro, quando vazou a conversa protegida sob sigilo de justiça, entre os ex-presidentes Dilma e Lula, quando Lula estava prestes a ser nomeado ministro da Casa Civil. Mesmo com esses ataques, a imagem de Sérgio Moro cresceu. Segundo a consultoria Quaest, que monitora o alcance digital de líderes políticos, o ex-ministro ganhou após a sua saída do governo, 196 mil seguidores no Instagram e outros 20 mil no Twitter.</p>
<p class="big">Fato porém, é que a fervura do momento pós-demissão ainda não se dissipou e parece que ainda pode ter alguma vida pela frente. Como juiz, Sérgio Moro sabe bem, que uma denúncia sem provas não tem condições de se sustentar sozinha. Além das trocas de mensagens, o ex-ministro cuidou de fazer referência a gravação de uma reunião ministerial, onde o presidente cobra o ex-ministro pela troca de comando na Polícia Federal no Rio de Janeiro, por interesses na proteção de membros de sua família, diante de investigações em curso no órgão.</p>
<p class="big">Pelas transcrições já reveladas, existe a possibilidade de a acusação ser verdadeira e relevante, o que complicaria ainda mais o presidente Jair Bolsonaro, podendo aproximá-lo de enfrentar um processo de impeachment, por crime de responsabilidade. A grande luta do presidente passou então para a promoção técnica da sua versão, em afirmar que não estava falando sobre Polícia Federal, mas somente de assuntos vinculados a segurança da sua família no Rio de Janeiro, dentro de argumentos elaborados estrategicamente por sua defesa.</p>
<p class="big">Com todos elementos postos, se estruturou um tribunal informal que agora trata de julgar com as provas que surgem, se o presidente Bolsonaro é culpado de tentar interferir na Polícia Federal por interesses próprios e onde o ex-juiz Sérgio Moro trabalha para provar que a acusação é verdadeira. Tudo isso acontecendo em meio a maior crise sanitária, econômica e social do país. E como todo grande julgamento, novos episódios estão ainda por seguir, podendo ampliar ou arrefecer o potencial das denúncias. Em jogo, a continuidade de um governo, bem como também, o ajuste nas peças no tabuleiro das próximas eleições presidenciais.</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>é Master Consultor da Strattegia Consultoria Política e diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos – Regional DF (ABCOP). É articulista e analista político para instituições, corporações e organismos de imprensa nacionais e internacionais. </em></p>
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