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	<description>O Poder em Rede surgiu para trazer uma abordagem diferente sobre a cobertura da política no país através de uma ótica mais analítica. Acesse e veja mais!</description>
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		<title>EDITORIAL – As instituições democráticas brasileiras são maiores do que os seus palácios</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2023 21:51:18 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<h3>As cenas lamentáveis de terrorismo assistidas nos quatro cantos do mundo, promovidas por bolsonaristas radicais, não podem ser toleradas.</h3>
<p>O Brasil fez uma escolha por eleger seus representantes pelo voto nas urnas. Desde que o ex-presidente Jair Bolsonaro se silenciou por não aceitar a derrota, alimentou sua base para contestar o resultado das eleições, culminando nos atos criminosos praticados nas três sedes dos Poderes da República neste domingo.</p>
<p>Apesar de tamanho cenário de destruição visto neste domingo, o episódio não foi uma catástrofe inesperada. O Brasil acompanha desde a vitória de Luís Inácio Lula da Silva, como presidente de República, uma escalada de violência.</p>
<p>Começaram com a instalação dos acampamentos bolsonaristas em frente às instituições militares, de onde atos golpistas passaram a ser fermentados, a exemplo do badernaço ocorrido no dia da diplomação do presidente eleito. Neste episódio, apoiadores do ex-presidente Bolsonaro promoveram atos de terrorismo com a realização de depredações e incêndios de bens públicos e privados e a tentativa de invasão do edifício-sede da Polícia Federal, em Brasília.</p>
<p>Veio em seguida a tentativa de explosão de um caminhão-tanque nas imediações do Aeroporto Internacional de Brasília, e de diversas outras denúncias de bombas espalhadas por todo o DF. E ontem, essa horda criminosa foi escoltada do acampamento em frente ao Quartel General do Exército, pela Polícia Militar do DF, para promover as cenas de terror e vandalismo.</p>
<p>Tudo isso aconteceu sob os olhos das autoridades competentes, que deveriam resguardar a ordem e a proteção dos bens públicos na capital do país. Toda a movimentação nas redes sociais e nas estradas que dão acesso à Brasília, deixavam claro que essa movimentação não tinha sequer a preocupação de esconder os reais propósitos do que esses criminosos tinham em mente, ao ocupar a Praça dos Três Poderes.</p>
<p>Tais terroristas comemoraram as depredações, se vangloriaram nas redes socais e apostaram que a partir dali a República e a Democracia Brasileira seria substituída por uma provável intervenção militar. Ledo engano. A barbárie produziu danos de proporções incalculáveis. Mas ficou restrita as perdas patrimoniais e de acervo cultural. E foi só isso.</p>
<p>As instituições permanecem de pé. Seus atores todos condenaram os ataques e estão coordenados para tratar os responsáveis pela letra mais dura da Lei. A Democracia Brasileira saiu dos escombros ainda mais forte e a República, em harmonia para combater quem não as respeita. Tudo com o aval da maioria da população brasileira, que não quer nada menos que a identificação e a exemplar punição a todos: baderneiros, incentivadores, financiadores e autoridades omissas. Todos terroristas.</p>
<p><strong>GRUPO BRASÍLIA</strong></p>
<p><em>FOTO: Gabriela Biló/Folhapress</em></p>
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		<title>Dois para mim, um para você</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2023 00:14:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bandeira]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<h3>O dia 1 para o novo presidente da República foi totalmente favorável a ele.</h3>
<p>Apesar de uma minoria raivosa e que nunca vai aceitar os resultados das urnas, Lula desfilou em carro aberto, foi empossado e subiu a rampa, produzindo uma das imagens mais impactantes da política nacional, diante da decisão do seu antecessor, que não quis passar a faixa presidencial e deixou o país dias antes, sem data de volta.</p>
<p>Bolsonaro acabou levantando uma bola de ouro para o presidente Lula cortar e se projetar positivamente para o mundo, ao permitir com o seu ato, o novo presidente subir a rampa com representantes de estratos sociais das camadas mais populares e excluídas. Festa na Praça dos Três Poderes e choro nos acampamentos bolsonaristas instalados nas cercanias das instalações militares em algumas cidades do país.</p>
<p>Ainda em meio à festa, chegou a hora de trabalhar e empossar a nova equipe que vai ocupar o alto escalão na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A partir daí o roteiro de previsibilidade do que será o novo governo entrou em cena.</p>
<p>Lula já governou o Brasil por duas vezes e o que está por vir neste terceiro mandato, não deve fugir ao roteiro. Estruturou um governo de coalizão com frente ampla de partidos para conseguir aprovar as medidas de interesse, no Congresso Nacional. O reflexo está no seu ministério com mais de 35 cadeiras, igualmente como nos governos anteriores.</p>
<p>Apesar de parecer que está dividindo o bolo de poder, o novo governo demonstra que o presidente que governa é diferente do candidato que disputou a campanha e se elegeu. Os casos mais emblemáticos são os de Simone Tebet (MDB) e André Janones (Avante). Os dois entraram de cabeça na eleição do presidente Lula e não receberam de volta o peso do que trouxeram para o resultado das eleições.</p>
<p>Simone Tebet deixou o dia seguinte do primeiro turno presidencial com 4,16% dos votos e caiu em campanha Brasil afora em favor de Lula. Janones, que também era candidato à presidência da República, chegou a ter 2% das intenções de votos e deixou a campanha ainda no decorrer do primeiro turno, para guerrear em favor de Lula no campo onde seu opositor, Jair Bolsonaro, tinha melhor desenvoltura: as redes sociais.</p>
<p>Sem sombras de dúvidas, Tebet e Janones elegeram Lula presidente. Sem os dois, o teto eleitoral do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) não seria suficiente para lhe alçar ao Palácio do Planalto. Apesar de tanta relevância no pleito mais disputado da democracia do país, o governo de transição resolveu retribuir com bem menos do que mereciam.</p>
<blockquote><p>Isso é também uma normalidade do PT, ao construir suas estruturas de poder: o de nunca dividir a parte mais importante.</p></blockquote>
<p>Na formação do novo ministério, Lula chegou a antecipar a indicação para as pastas que mais tinha interesse: Fazenda, Justiça, Casa Civil, Relações Exteriores e Defesa.</p>
<p>No segundo capitulo da formação de governo, Tebet tentou ser nomeada para o Ministério de Desenvolvimento Social, que cuida de programa como o Bolsa Família. Foi vetada pela presidente do PT, Gleise Hoffmann. Sugeriram para ela como alternativa, os ministérios da Indústria e Comércio, assumido pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin e o do Meio-Ambiente, prometido para Marina Silva.</p>
<p>Acabou nomeada para o Ministério do Planejamento. Uma pasta muito importante, mas sem projeção popular. Vive sempre a sombra do ministro da Fazenda. É só ver no passado de quem já ocupou este ministério. João Sayad, Anibal Teixeira, Yeda Crusius, Alex Stepanenko, Pedro Parente, Miriam Belchior, entre outros. São nomes muito conhecidos da política, mas somente dela. Não vale citar José Serra, que fez projeção e nome como Ministro da Saúde.</p>
<p>E como já abordamos, previsibilidade é sim, o grande forte do presidente Lula. Está claro que Fernando Hadadd é o nome do sucessor do presidente, assim como ele ungiu Dilma Rousseff no passado. Assim, todos os esforços para melhorar as contas do país, serão depositadas na cesta dele. Tebet está nomeada para projetar o nome do atual ministro da Fazenda. Ela sabe disso, e aceitou. Agora está de olho no Parque dos Poderes, sede do governo no Mato Grosso do Sul.</p>
<p>André Janones seguiu pelo o mesmo caminho. Após as eleições, pleiteava a pasta das Comunicações, pelo desempenho que teve no combate ao bolsonarismo nas Redes Sociais, durante a eleição. Foi preterido em um acordo do governo de transição com o partido União Brasil, que indicou o desconhecido deputado federal Juscelino Filho (UB-MA) para comandar a pasta.</p>
<p>O Deputado federal Janones inclusive se afastou do governo de transição na área de Comunicação Social, nomeado por Geraldo Alckmin e agora luta para ter mais projeção na Câmara dos Deputados, como presidente da Comissão de Constituição de Justiça (CCJ), por onde passam todos os projetos, antes de ir a plenário. Essa semana já foi informado pelo novo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT/CE), que isso não seria possível, pois o cargo entrará nas negociações para composição do apoio ao novo governo.</p>
<p>Enfim, as duas personalidades políticas mais importantes para o atual presidente estão sendo vítimas justamente do jeito que o governo eleito sempre governou. Talvez, propositadamente, para não dar projeção nacional, a um nome que não seja do Partido dos Trabalhadores. Até aí, segue o já esperado: nenhuma novidade</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>é Master Consultor do Grupo Brasília de Consultoria Política, Diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos e professor-coordenador de pós-graduação em Análise e Marketing Político da Faculdade Republicana. É articulista e analista político para instituições, corporações e organismos de imprensa nacionais e internacionais. </em></p>
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		<title>Dos meses de tensión</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2022 00:37:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bandeira]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>La idea inicial era escribir un artículo evaluando el período posterior al conteo de las urnas, donde, debido a una pequeña diferencia y una gran participación en las mesas de votación, Brasil eligió a su nuevo presidente. Pero en política las cosas cambian como las nubes, como decía el ex-presidente brasileño, Tancredo Neves. Y entonces cobró mayor relevancia analizar este momento que reúne el silencio presidencial, los bloqueos de carreteras y los adoradores del presidente pidiendo en las calles la intervención militar.</p>
<p>Todo esto puede sugerir que todavía es un breve momento de resaca posterior a la votación y que todo volverá a la normalidad pronto. El silencio del presidente Bolsonaro durante más de 45 horas y un breve discurso de poco más de 1 minuto y 45 segundos, donde no reconoció la victoria del presidente electo Lula, es quizás la contraseña de lo que vendrá hasta el último día de 2022.</p>
<p>Y no hay nada nuevo al respecto. Hoy, por ejemplo, simpatizantes del presidente se concentran frente al Cuartel General del Ejército en Brasilia pidiendo la anulación de los resultados de las urnas y el mantenimiento de Jair Bolsonaro en el poder. Fue en este mismo escenario que el 19 de abril de 2020, el propio presidente pronunció un discurso atacando instituciones como el Congreso Nacional y la mas alta corte de Justicia del Brasil y defendiendo esta misma intervención militar. Y no fue el único ni el último.</p>
<blockquote><p>La diferencia es que en todos estos actos negó lo que había dicho. Ahora, trata de usar el silencio para comandar su tropa ideológica e idólatra, que por conveniencia y propósito, pretenden expulsar a la Democracia de la Constitución Federal brasileña.</p></blockquote>
<p>Por supuesto, el silencio puede ser privado, pero su voz y mando están con las tropas de políticos que alientan la insurgencia de sus soldados a través de las redes sociales, con la colaboración de las instituciones del Estado encargadas de mantener el orden y la seguridad, que realizan un operativo poco efectivo, ante los acontecimientos.</p>
<p>Jair Bolsonaro está aislado y atrincherado en el Palácio del Alvorada, em Brasília/DF. Incluso en el Palacio del Planalto, donde trabaja el presidente, miembros de su goberno, como el primer ministro de la Casa Civil, Ciro Nogueira, están tratando de reconocer y establecer un gobierno de transición con el futuro ocupante del Ejecutivo. En la Esplanada dos Ministérios, nada más actual que la expresión “café frío y agua caliente”, para retratar este momento de la salida de Bolsonaro de la Presidencia de la República del Brasil.</p>
<p>No lejos de Brasilia, en las unidades de la federación donde tuvo un buen desempeño, no está recibiendo apoyo para su proyecto. Los gobernadores electos con su apoyo en primera y segunda vuelta ya refrendaron la equidad del proceso electoral y buscan establecer puentes institucionales con el futuro presidente. Al fin y al cabo, los problemas domésticos a los que se enfrentará cada uno son mayores que emprender una bravata fuera del texto constitucional.</p>
<p>Si institucionalmente los caminos están cerrados, la solución que ha encontrado el presidente ha sido la parte de la población que en su nombre está dispuesta a emprender cualquier aventura, así sea de transgresión y delincuencia. Es muy posible que este escenario de bloqueo de vías y desórdenes públicos al que asistimos hoy, sea solo un ejemplo de lo que está por venir. El presidente no sólo puede permanecer en silencio, sino también inoperante frente a su responsabilidad de controlar esta porción inconformista. Tanto de palabra como por el rigor de la ley. Puede haber una estrategia en marcha para tratar de fatigar y resquebrajar la democracia brasileña por el agotamiento y los inconvenientes causados ​​a otra parte de la población con los temas de desabastecimiento, aumento de precios y orfandad del poder estatal. El resultado de esto puede ser impredecible, pero ciertamente no será bueno para el país.</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira </strong><em>– Máster consultor del Grupo Brasilia de Consultoría Política, Director de la Asociación Brasileña de Consultores Políticos y profesor-coordinador de posgrado en Análisis Político y Marketing de la Faculdade Republicana, en Basília/DF. Es columnista y analista político de instituciones, corporaciones y organizaciones de prensa nacionales e internacionales.</em></p>
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		<title>Dois longos meses</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Nov 2022 19:20:10 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>A ideia inicial era elaborar um artigo avaliando o momento pós-apuração das urnas, onde por uma pequena diferença e um grande comparecimento as seções eleitorais, o Brasil escolheu seu novo presidente. Mas na política as coisas mudam como as nuvens, como já dizia Tancredo Neves. E então se tornou mais relevante analisar este momento que reúne o silêncio presidencial, os bloqueios de estradas e adoradores do presidente pedindo nas ruas a intervenção militar.</p>
<p>Tudo isso pode dar a entender que seja um momento ainda de ressaca pós-resultado e que tudo estará normalizado em breve. O silêncio do presidente Bolsonaro por mais de 45 horas e um breve discurso de pouco mais de 1 minuto e 45 segundos, onde não reconheceu a vitória do presidente eleito Lula, talvez seja a senha para o que estará por vir até o último dia de 2022.</p>
<p>E não há nada de novo nisso. Hoje, por exemplo, apoiadores do presidente estão reunidos em frente do Quartel General do Exército em Brasília pedindo anulação do resultado das urnas e manutenção de Jair Bolsonaro no poder. Foi neste mesmo cenário que em 19 de abril de 2020 o próprio presidente discursou atacando as instituições como o Congresso Nacional e o STF e defendendo essa mesma intervenção militar. E não foi a única ou a última.</p>
<blockquote><p>A diferença é que em todos esses atos ele desmentia o que havia dito. Agora, tenta usar o silêncio para comandar a sua tropa ideológica e idólatra, que por conveniência e propósito, tentam expulsar a Democracia, da Constituição Federal.</p></blockquote>
<p>Logicamente que o silêncio possa ser particular, mas sua voz e comando estão com a tropa de parlamentares que incentivam a insurgência de seus soldados via redes sociais, com a colaboração de instituições de Estado responsáveis pela manutenção da ordem e da segurança, que fazem operação padrão, diante dos acontecimentos.</p>
<p>Bolsonaro não conseguiu nem no voto e nem com o apoio de outros poderes, mudar o resultado do jogo. Nenhum político ou autoridade de expressão se escalou para esse jogo fora das quatro linhas. Os presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado da República foram os primeiros a legitimar a vitória de Lula nas urnas, blindando o Congresso Nacional de ser palco de um ato totalmente antidemocrático. Na sequência, o Judiciário, por meio das cortes supremas e superiores e seus magistrados, concluíram o rito. Bolsonaro até tentou levar a mais alta corte para ouvir seu pronunciamento, mas todos os magistrados recusaram o convite. Restou a ele fazer o trajeto inverso, onde ganhou de presente dos ministros do STF, um exemplar da Constituição Federal.</p>
<p>Jair Bolsonaro está isolado e entrincheirando no Palácio do Alvorada. Pois até no Palácio do Planalto, membros do primeiro escalão como ministro-chefe da casa-civil, Ciro Nogueira, tratam de reconhecer e estabelecer um governo de transição com o futuro ocupante do Executivo. Na Esplanada dos Ministério nada mais atual que a expressão “café frio e água quente”, para retratar esse momento de saída de Bolsonaro da Presidência da República.</p>
<p>Nem distante de Brasília, nas unidades da federação onde teve bom desempenho, está conseguindo apoio para o seu projeto. Governadores eleitos com o seu apoio no primeiro e segundo turno já referendaram a lisura do processo eleitoral e procuram estabelecer pontes institucionais com o futuro presidente. Afinal, os problemas domésticos que cada um vai enfrentar são maiores do que encampar uma bravata fora do texto constitucional.</p>
<p>Se institucionalmente os caminhos estão fechados, a saída encontrada pelo presidente tem sido a parcela da população que em seu nome estão dispostos a qualquer aventura, mesmo que isso envolva a transgressão e o crime. É bem possível que esse quadro de interdições de rodovias e de desordem pública, que assistimos hoje seja, somente um exemplo para o que está por vir. O presidente pode não só continuar calado, mas também inoperante diante da sua responsabilidade de controlar essa parcela inconformada. Tanto pela palavra, quando pelo rigor da lei. Pode estar em curso uma estratégia de tentar fadigar e romper a democracia brasileira pela exaustão e pelo transtorno causado a outra parte da população com as questões de desabastecimento, aumento de preços e orfandade do poder do Estado. O resultado disso pode ser imprevisível, mas de certo, não será nada bom para o país.</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>é Master Consultor do Grupo Brasília de Consultoria Política, Diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos e professor-coordenador de pós-graduação em Análise e Marketing Político da Faculdade Republicana. É articulista e analista político para instituições, corporações e organismos de imprensa nacionais e internacionais. </em></p>
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		<title>2o. Turno: Até que soe o gongo</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2022 18:38:18 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>As campanhas presidenciais estão confirmando alguns preceitos e alterando outros para quem labuta no campo da política. A primeira lição é de que não se pode descansar por um segundo sequer. A disputa Lula Vs Bolsonaro vai ser travada nos 12 rounds e nenhum deles poderá se declarar vencedor antes da hora. Entramos na última semana antes do pleito, sem previsão de que haja um nocaute que leve o opositor as lonas antes das 17 horas de domingo, horário de Brasília.</p>
<p>No primeiro turno vimos ambos os lados cantarem vitória. Mas os juízes da disputa – os eleitores brasileiros – decidiram que deveria acontecer um novo round para confirmar a escolha do novo presidente. Em verdade, a ressaca foi maior por parte da campanha de Lula do que a de Bolsonaro, pela maior proximidade do limite mágico dos 50% + 1 dos votos válidos, acompanhado do que apontava projeções de alguns institutos de pesquisa, dentro das devidas margens de erro.</p>
<p>Mas em uma disputa onde o detalhe pode ser o resultado entre vencer e perder, o dia seguinte dos dois candidatos foi de muito trabalho e articulações para continuidade dessa batalha épica. No campo do marketing eleitoral essa lição é de ouro. Político que relaxa ou dorme no ponto, perde por pontos, ou por pouco votos. De Norte a Sul do Brasil diversos são os exemplos de candidatos que se viram eleitos e se descobriram sem o desejado mandato após urnas abertas. Fica a lição de que campanha eleitoral é ato de intensidade até o último minuto.</p>
<blockquote><p>Lula e Bolsonaro travam uma guerra de resistência e a disputa será por pontos e provavelmente, por uma diferença muito pequena.</p></blockquote>
<p>O cenário eleitoral de agora nos permite dizer que qualquer um pode se sagrar vencedor no dia 30/10. E para isso, o embate se dará essencialmente por golpes abaixo da linha da cintura. E aí entra a segunda parte desse artigo, no que concerne a nova regra do manual da disputa eleitoral.</p>
<p>No cômpito normal das campanhas políticas o fundamento convencional passa por dizer quem é o candidato, que problemas pretende resolver e no que ele é melhor do que a concorrência. Hoje, a base de comparação se resume em focar naquilo que o oponente representa de pior. As propostas e projetos nem sequer entram mais no ringue e a construção da imagem é alicerçada em uma comparação a partir do que o outro possa representar de negativo para a população, caso eleito. É um voto sustentado no medo e na responsabilização do eleitor por estar escolhendo errado. Trocamos o tradicional “Vote em mim”, pelo tão somente “Não vote nele”.</p>
<p>Por isso, alcançamos dois dados surpreendentemente equivalentes: primeiro, o Instituto Datafolha indica em seu levantamento de 17 a 19 de outubro, que 94% da população já decidiu como votar no segundo turno. O segundo tem a ver com o índice de rejeição: 48% rejeitam somente Bolsonaro, 43% rejeitam somente Lula e 3% rejeitam tanto o petista como o atual presidente. Ou seja, os mesmos 94%. Isso nos diz que o povo brasileiro vai às urnas para escolher baseado no quesito rejeição. Na falta de propostas e no excesso de ataques de lado a lado, não poderíamos ter um outro perfil de voto.</p>
<p>A bem da verdade, os eleitores decidiram que não se importam com os golpes e nem como eles são desferidos neste pleito. Mais do que isso, aprovam, estimulam e se envolvem na disputa fora do ringue. Quase todos querem ser um pouco Bolsonaro ou Lula, para rivalizar com quem está em campo oposto. Um embate entre convertidos, onde as chances de catequizar para o seu lado, quem já crê no outro, são quase inexistentes.</p>
<p>Nessa briga para não perder os votos obtidos no primeiro turno, tentar convencer os poucos indecisos e trabalhar os que ainda podem mudar de opinião, o vale-tudo segue até domingo, com a obrigação fundamental de cada parte, levar seus eleitores até as urnas. Enfim, enquanto não soar o gongo, segue a luta!</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>é Master consultor do Grupo Brasília de Consultoria Política, Diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos no DF e professor-coordenados de pós-graduação em Análise e Marketing Político da Faculdade Republicana. É articulista e analista político para instituições, corporações e organismos de imprensa nacionais e internacionais. </em></p>
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		<title>Lula x Bolsonaro: Vai ser Titânico</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2022 19:58:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bandeira]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Todos os indicadores revelam que a disputa que será tratada em segundo turno nas urnas presidenciais vai ser fruto de um embate de proporções épicas. E para se sagrarem vencedores, os primeiros dias pós primeiro turno mostram que os adversários não vão poupar ataques de todas as naturezas.</p>
<p>Sem dúvida, a racionalidade de propostas e planos de governo devem ficar para segundo ou terceiro planos. Os números consolidados de votos obtidos no primeiro escrutínio, apresentam uma diferença de 5,28% entre Lula e Bolsonaro, colocando o primeiro colocado a 1,57% de ultrapassar o limite dos 50% dos votos válidos. É a repetição de um cenário contínuo de intensa polarização, que a partir de agora não conta mais com a dispersão dos demais candidatos que ainda tentavam uma luz ao sol, na corrida presidencial.</p>
<p>Nesse embate temos todos os ingredientes. Um país geograficamente dividido, com prevalência de Lula nas Regiões Norte e Nordeste e Bolsonaro nas Regiões Sul e Centro-Oeste. Uma luta de classes entre desassistidos e os mais abonados. Além de uma pauta de costumes sustentadas na crença e espiritualidade. Cada um impondo, à sua maneira, que votar no outro é uma escolha de risco e medo.</p>
<p>Vivemos hoje em uma sociedade encapsulada em Bolhas Sociais, que se alimentam de fatos e informações preparadas para agrupar e dar sentimento de pertencimento aos grupos. E aqui não há a menor necessidade que esses fatos sejam verdadeiros, pois a verdade é o que menos importa. O sucesso das <em>fake news </em>estão justamente em vender um fragmento de elementos, que juntos, contém uma história que se deseja crer e, principalmente, agradável ao grupo que a dissemina. As pessoas sabem que essas postagens, memes ou afirmações são falsas, mas promovem sensação de bem-estar em quem as dissemina, gera pertencimento e relevância dentro do grupo. Tudo feito na valoração e reconhecimento gerado dentro da bolha, com o devido anonimato diante de quem está fora dela. E este cenário, as redes sociais e os grupos de mensageria (WhatsApp e Telegram) são armas essenciais nessa disputa do vale-tudo.</p>
<p>Em uma guerra titânica, onde os dois oponentes vão para o tudo ou nada, geralmente quem perde é a cidade que é cenário para este embate, com seus prédios destruídos e muitos incêndios. Uma analogia importante para o que deve acontecer pós-eleição. Que país estará de pé após 03 de outubro? Uma hipótese é que os tempos seguintes, ainda deverão manter os dois grupos fortes. O que perdeu em plena oposição ao que ganhou. Seja pela cesta de votos que cada um vai obter no segundo turno, seja pela base de apoio, principalmente no Congresso Nacional, que já estão definidas. Ou seja, um povo aquecido nas ruas e uma oposição alerta contra as medidas e projetos do governo daquele que se sagrar vitorioso.</p>
<p>Como olhar para frente, quando o sucesso dos competidores está em promover a divisão do tecido social brasileiro? Lula editou o “<em>nós e eles</em>” que atormentou a vida póstuma do governo FHC. Bolsonaro aperfeiçoou o modelo, fragmentando a sociedade em diversos outros nichos: cristão, comunistas, nordestinos, mulheres, analfabetos, família, cidadãos de bem, entre outros.</p>
<p>O segredo é que estas baixas de guerra possam ser suplantadas pela reconstrução de uma nação que se concentre naquilo que não será importante nas campanhas dos candidatos até o dia 30/10. Como farão o país crescer, se desenvolver, gerar emprego, renda e melhores condições de vida para todo o coletivo da sociedade, abrigando os mais necessitados e dando mais educação para as futuras gerações de brasileiros. Se a disputa é épica, também são os problemas que devem ser enfrentados pelo futuro presidente.</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>é Master consultor do Grupo Brasília de Consultoria Política, Diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos no DF e professor-coordenados de pós-graduação em Análise e Marketing Político da Faculdade Republicana. É articulista e analista político para instituições, corporações e organismos de imprensa nacionais e internacionais.&nbsp;</em></p>
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