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	<title>Política no Brasil &#8211; Poder em Rede</title>
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	<description>O Poder em Rede surgiu para trazer uma abordagem diferente sobre a cobertura da política no país através de uma ótica mais analítica. Acesse e veja mais!</description>
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	<title>Política no Brasil &#8211; Poder em Rede</title>
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		<title>EDITORIAL – As instituições democráticas brasileiras são maiores do que os seus palácios</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2023 21:51:18 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<h3>As cenas lamentáveis de terrorismo assistidas nos quatro cantos do mundo, promovidas por bolsonaristas radicais, não podem ser toleradas.</h3>
<p>O Brasil fez uma escolha por eleger seus representantes pelo voto nas urnas. Desde que o ex-presidente Jair Bolsonaro se silenciou por não aceitar a derrota, alimentou sua base para contestar o resultado das eleições, culminando nos atos criminosos praticados nas três sedes dos Poderes da República neste domingo.</p>
<p>Apesar de tamanho cenário de destruição visto neste domingo, o episódio não foi uma catástrofe inesperada. O Brasil acompanha desde a vitória de Luís Inácio Lula da Silva, como presidente de República, uma escalada de violência.</p>
<p>Começaram com a instalação dos acampamentos bolsonaristas em frente às instituições militares, de onde atos golpistas passaram a ser fermentados, a exemplo do badernaço ocorrido no dia da diplomação do presidente eleito. Neste episódio, apoiadores do ex-presidente Bolsonaro promoveram atos de terrorismo com a realização de depredações e incêndios de bens públicos e privados e a tentativa de invasão do edifício-sede da Polícia Federal, em Brasília.</p>
<p>Veio em seguida a tentativa de explosão de um caminhão-tanque nas imediações do Aeroporto Internacional de Brasília, e de diversas outras denúncias de bombas espalhadas por todo o DF. E ontem, essa horda criminosa foi escoltada do acampamento em frente ao Quartel General do Exército, pela Polícia Militar do DF, para promover as cenas de terror e vandalismo.</p>
<p>Tudo isso aconteceu sob os olhos das autoridades competentes, que deveriam resguardar a ordem e a proteção dos bens públicos na capital do país. Toda a movimentação nas redes sociais e nas estradas que dão acesso à Brasília, deixavam claro que essa movimentação não tinha sequer a preocupação de esconder os reais propósitos do que esses criminosos tinham em mente, ao ocupar a Praça dos Três Poderes.</p>
<p>Tais terroristas comemoraram as depredações, se vangloriaram nas redes socais e apostaram que a partir dali a República e a Democracia Brasileira seria substituída por uma provável intervenção militar. Ledo engano. A barbárie produziu danos de proporções incalculáveis. Mas ficou restrita as perdas patrimoniais e de acervo cultural. E foi só isso.</p>
<p>As instituições permanecem de pé. Seus atores todos condenaram os ataques e estão coordenados para tratar os responsáveis pela letra mais dura da Lei. A Democracia Brasileira saiu dos escombros ainda mais forte e a República, em harmonia para combater quem não as respeita. Tudo com o aval da maioria da população brasileira, que não quer nada menos que a identificação e a exemplar punição a todos: baderneiros, incentivadores, financiadores e autoridades omissas. Todos terroristas.</p>
<p><strong>GRUPO BRASÍLIA</strong></p>
<p><em>FOTO: Gabriela Biló/Folhapress</em></p>
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		<title>Dois para mim, um para você</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2023 00:14:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bandeira]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<h3>O dia 1 para o novo presidente da República foi totalmente favorável a ele.</h3>
<p>Apesar de uma minoria raivosa e que nunca vai aceitar os resultados das urnas, Lula desfilou em carro aberto, foi empossado e subiu a rampa, produzindo uma das imagens mais impactantes da política nacional, diante da decisão do seu antecessor, que não quis passar a faixa presidencial e deixou o país dias antes, sem data de volta.</p>
<p>Bolsonaro acabou levantando uma bola de ouro para o presidente Lula cortar e se projetar positivamente para o mundo, ao permitir com o seu ato, o novo presidente subir a rampa com representantes de estratos sociais das camadas mais populares e excluídas. Festa na Praça dos Três Poderes e choro nos acampamentos bolsonaristas instalados nas cercanias das instalações militares em algumas cidades do país.</p>
<p>Ainda em meio à festa, chegou a hora de trabalhar e empossar a nova equipe que vai ocupar o alto escalão na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A partir daí o roteiro de previsibilidade do que será o novo governo entrou em cena.</p>
<p>Lula já governou o Brasil por duas vezes e o que está por vir neste terceiro mandato, não deve fugir ao roteiro. Estruturou um governo de coalizão com frente ampla de partidos para conseguir aprovar as medidas de interesse, no Congresso Nacional. O reflexo está no seu ministério com mais de 35 cadeiras, igualmente como nos governos anteriores.</p>
<p>Apesar de parecer que está dividindo o bolo de poder, o novo governo demonstra que o presidente que governa é diferente do candidato que disputou a campanha e se elegeu. Os casos mais emblemáticos são os de Simone Tebet (MDB) e André Janones (Avante). Os dois entraram de cabeça na eleição do presidente Lula e não receberam de volta o peso do que trouxeram para o resultado das eleições.</p>
<p>Simone Tebet deixou o dia seguinte do primeiro turno presidencial com 4,16% dos votos e caiu em campanha Brasil afora em favor de Lula. Janones, que também era candidato à presidência da República, chegou a ter 2% das intenções de votos e deixou a campanha ainda no decorrer do primeiro turno, para guerrear em favor de Lula no campo onde seu opositor, Jair Bolsonaro, tinha melhor desenvoltura: as redes sociais.</p>
<p>Sem sombras de dúvidas, Tebet e Janones elegeram Lula presidente. Sem os dois, o teto eleitoral do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) não seria suficiente para lhe alçar ao Palácio do Planalto. Apesar de tanta relevância no pleito mais disputado da democracia do país, o governo de transição resolveu retribuir com bem menos do que mereciam.</p>
<blockquote><p>Isso é também uma normalidade do PT, ao construir suas estruturas de poder: o de nunca dividir a parte mais importante.</p></blockquote>
<p>Na formação do novo ministério, Lula chegou a antecipar a indicação para as pastas que mais tinha interesse: Fazenda, Justiça, Casa Civil, Relações Exteriores e Defesa.</p>
<p>No segundo capitulo da formação de governo, Tebet tentou ser nomeada para o Ministério de Desenvolvimento Social, que cuida de programa como o Bolsa Família. Foi vetada pela presidente do PT, Gleise Hoffmann. Sugeriram para ela como alternativa, os ministérios da Indústria e Comércio, assumido pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin e o do Meio-Ambiente, prometido para Marina Silva.</p>
<p>Acabou nomeada para o Ministério do Planejamento. Uma pasta muito importante, mas sem projeção popular. Vive sempre a sombra do ministro da Fazenda. É só ver no passado de quem já ocupou este ministério. João Sayad, Anibal Teixeira, Yeda Crusius, Alex Stepanenko, Pedro Parente, Miriam Belchior, entre outros. São nomes muito conhecidos da política, mas somente dela. Não vale citar José Serra, que fez projeção e nome como Ministro da Saúde.</p>
<p>E como já abordamos, previsibilidade é sim, o grande forte do presidente Lula. Está claro que Fernando Hadadd é o nome do sucessor do presidente, assim como ele ungiu Dilma Rousseff no passado. Assim, todos os esforços para melhorar as contas do país, serão depositadas na cesta dele. Tebet está nomeada para projetar o nome do atual ministro da Fazenda. Ela sabe disso, e aceitou. Agora está de olho no Parque dos Poderes, sede do governo no Mato Grosso do Sul.</p>
<p>André Janones seguiu pelo o mesmo caminho. Após as eleições, pleiteava a pasta das Comunicações, pelo desempenho que teve no combate ao bolsonarismo nas Redes Sociais, durante a eleição. Foi preterido em um acordo do governo de transição com o partido União Brasil, que indicou o desconhecido deputado federal Juscelino Filho (UB-MA) para comandar a pasta.</p>
<p>O Deputado federal Janones inclusive se afastou do governo de transição na área de Comunicação Social, nomeado por Geraldo Alckmin e agora luta para ter mais projeção na Câmara dos Deputados, como presidente da Comissão de Constituição de Justiça (CCJ), por onde passam todos os projetos, antes de ir a plenário. Essa semana já foi informado pelo novo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT/CE), que isso não seria possível, pois o cargo entrará nas negociações para composição do apoio ao novo governo.</p>
<p>Enfim, as duas personalidades políticas mais importantes para o atual presidente estão sendo vítimas justamente do jeito que o governo eleito sempre governou. Talvez, propositadamente, para não dar projeção nacional, a um nome que não seja do Partido dos Trabalhadores. Até aí, segue o já esperado: nenhuma novidade</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>é Master Consultor do Grupo Brasília de Consultoria Política, Diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos e professor-coordenador de pós-graduação em Análise e Marketing Político da Faculdade Republicana. É articulista e analista político para instituições, corporações e organismos de imprensa nacionais e internacionais. </em></p>
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		<title>Dois longos meses</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Nov 2022 19:20:10 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>A ideia inicial era elaborar um artigo avaliando o momento pós-apuração das urnas, onde por uma pequena diferença e um grande comparecimento as seções eleitorais, o Brasil escolheu seu novo presidente. Mas na política as coisas mudam como as nuvens, como já dizia Tancredo Neves. E então se tornou mais relevante analisar este momento que reúne o silêncio presidencial, os bloqueios de estradas e adoradores do presidente pedindo nas ruas a intervenção militar.</p>
<p>Tudo isso pode dar a entender que seja um momento ainda de ressaca pós-resultado e que tudo estará normalizado em breve. O silêncio do presidente Bolsonaro por mais de 45 horas e um breve discurso de pouco mais de 1 minuto e 45 segundos, onde não reconheceu a vitória do presidente eleito Lula, talvez seja a senha para o que estará por vir até o último dia de 2022.</p>
<p>E não há nada de novo nisso. Hoje, por exemplo, apoiadores do presidente estão reunidos em frente do Quartel General do Exército em Brasília pedindo anulação do resultado das urnas e manutenção de Jair Bolsonaro no poder. Foi neste mesmo cenário que em 19 de abril de 2020 o próprio presidente discursou atacando as instituições como o Congresso Nacional e o STF e defendendo essa mesma intervenção militar. E não foi a única ou a última.</p>
<blockquote><p>A diferença é que em todos esses atos ele desmentia o que havia dito. Agora, tenta usar o silêncio para comandar a sua tropa ideológica e idólatra, que por conveniência e propósito, tentam expulsar a Democracia, da Constituição Federal.</p></blockquote>
<p>Logicamente que o silêncio possa ser particular, mas sua voz e comando estão com a tropa de parlamentares que incentivam a insurgência de seus soldados via redes sociais, com a colaboração de instituições de Estado responsáveis pela manutenção da ordem e da segurança, que fazem operação padrão, diante dos acontecimentos.</p>
<p>Bolsonaro não conseguiu nem no voto e nem com o apoio de outros poderes, mudar o resultado do jogo. Nenhum político ou autoridade de expressão se escalou para esse jogo fora das quatro linhas. Os presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado da República foram os primeiros a legitimar a vitória de Lula nas urnas, blindando o Congresso Nacional de ser palco de um ato totalmente antidemocrático. Na sequência, o Judiciário, por meio das cortes supremas e superiores e seus magistrados, concluíram o rito. Bolsonaro até tentou levar a mais alta corte para ouvir seu pronunciamento, mas todos os magistrados recusaram o convite. Restou a ele fazer o trajeto inverso, onde ganhou de presente dos ministros do STF, um exemplar da Constituição Federal.</p>
<p>Jair Bolsonaro está isolado e entrincheirando no Palácio do Alvorada. Pois até no Palácio do Planalto, membros do primeiro escalão como ministro-chefe da casa-civil, Ciro Nogueira, tratam de reconhecer e estabelecer um governo de transição com o futuro ocupante do Executivo. Na Esplanada dos Ministério nada mais atual que a expressão “café frio e água quente”, para retratar esse momento de saída de Bolsonaro da Presidência da República.</p>
<p>Nem distante de Brasília, nas unidades da federação onde teve bom desempenho, está conseguindo apoio para o seu projeto. Governadores eleitos com o seu apoio no primeiro e segundo turno já referendaram a lisura do processo eleitoral e procuram estabelecer pontes institucionais com o futuro presidente. Afinal, os problemas domésticos que cada um vai enfrentar são maiores do que encampar uma bravata fora do texto constitucional.</p>
<p>Se institucionalmente os caminhos estão fechados, a saída encontrada pelo presidente tem sido a parcela da população que em seu nome estão dispostos a qualquer aventura, mesmo que isso envolva a transgressão e o crime. É bem possível que esse quadro de interdições de rodovias e de desordem pública, que assistimos hoje seja, somente um exemplo para o que está por vir. O presidente pode não só continuar calado, mas também inoperante diante da sua responsabilidade de controlar essa parcela inconformada. Tanto pela palavra, quando pelo rigor da lei. Pode estar em curso uma estratégia de tentar fadigar e romper a democracia brasileira pela exaustão e pelo transtorno causado a outra parte da população com as questões de desabastecimento, aumento de preços e orfandade do poder do Estado. O resultado disso pode ser imprevisível, mas de certo, não será nada bom para o país.</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>é Master Consultor do Grupo Brasília de Consultoria Política, Diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos e professor-coordenador de pós-graduação em Análise e Marketing Político da Faculdade Republicana. É articulista e analista político para instituições, corporações e organismos de imprensa nacionais e internacionais. </em></p>
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		<title>2o. Turno: Até que soe o gongo</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2022 18:38:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bandeira]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>As campanhas presidenciais estão confirmando alguns preceitos e alterando outros para quem labuta no campo da política. A primeira lição é de que não se pode descansar por um segundo sequer. A disputa Lula Vs Bolsonaro vai ser travada nos 12 rounds e nenhum deles poderá se declarar vencedor antes da hora. Entramos na última semana antes do pleito, sem previsão de que haja um nocaute que leve o opositor as lonas antes das 17 horas de domingo, horário de Brasília.</p>
<p>No primeiro turno vimos ambos os lados cantarem vitória. Mas os juízes da disputa – os eleitores brasileiros – decidiram que deveria acontecer um novo round para confirmar a escolha do novo presidente. Em verdade, a ressaca foi maior por parte da campanha de Lula do que a de Bolsonaro, pela maior proximidade do limite mágico dos 50% + 1 dos votos válidos, acompanhado do que apontava projeções de alguns institutos de pesquisa, dentro das devidas margens de erro.</p>
<p>Mas em uma disputa onde o detalhe pode ser o resultado entre vencer e perder, o dia seguinte dos dois candidatos foi de muito trabalho e articulações para continuidade dessa batalha épica. No campo do marketing eleitoral essa lição é de ouro. Político que relaxa ou dorme no ponto, perde por pontos, ou por pouco votos. De Norte a Sul do Brasil diversos são os exemplos de candidatos que se viram eleitos e se descobriram sem o desejado mandato após urnas abertas. Fica a lição de que campanha eleitoral é ato de intensidade até o último minuto.</p>
<blockquote><p>Lula e Bolsonaro travam uma guerra de resistência e a disputa será por pontos e provavelmente, por uma diferença muito pequena.</p></blockquote>
<p>O cenário eleitoral de agora nos permite dizer que qualquer um pode se sagrar vencedor no dia 30/10. E para isso, o embate se dará essencialmente por golpes abaixo da linha da cintura. E aí entra a segunda parte desse artigo, no que concerne a nova regra do manual da disputa eleitoral.</p>
<p>No cômpito normal das campanhas políticas o fundamento convencional passa por dizer quem é o candidato, que problemas pretende resolver e no que ele é melhor do que a concorrência. Hoje, a base de comparação se resume em focar naquilo que o oponente representa de pior. As propostas e projetos nem sequer entram mais no ringue e a construção da imagem é alicerçada em uma comparação a partir do que o outro possa representar de negativo para a população, caso eleito. É um voto sustentado no medo e na responsabilização do eleitor por estar escolhendo errado. Trocamos o tradicional “Vote em mim”, pelo tão somente “Não vote nele”.</p>
<p>Por isso, alcançamos dois dados surpreendentemente equivalentes: primeiro, o Instituto Datafolha indica em seu levantamento de 17 a 19 de outubro, que 94% da população já decidiu como votar no segundo turno. O segundo tem a ver com o índice de rejeição: 48% rejeitam somente Bolsonaro, 43% rejeitam somente Lula e 3% rejeitam tanto o petista como o atual presidente. Ou seja, os mesmos 94%. Isso nos diz que o povo brasileiro vai às urnas para escolher baseado no quesito rejeição. Na falta de propostas e no excesso de ataques de lado a lado, não poderíamos ter um outro perfil de voto.</p>
<p>A bem da verdade, os eleitores decidiram que não se importam com os golpes e nem como eles são desferidos neste pleito. Mais do que isso, aprovam, estimulam e se envolvem na disputa fora do ringue. Quase todos querem ser um pouco Bolsonaro ou Lula, para rivalizar com quem está em campo oposto. Um embate entre convertidos, onde as chances de catequizar para o seu lado, quem já crê no outro, são quase inexistentes.</p>
<p>Nessa briga para não perder os votos obtidos no primeiro turno, tentar convencer os poucos indecisos e trabalhar os que ainda podem mudar de opinião, o vale-tudo segue até domingo, com a obrigação fundamental de cada parte, levar seus eleitores até as urnas. Enfim, enquanto não soar o gongo, segue a luta!</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>é Master consultor do Grupo Brasília de Consultoria Política, Diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos no DF e professor-coordenados de pós-graduação em Análise e Marketing Político da Faculdade Republicana. É articulista e analista político para instituições, corporações e organismos de imprensa nacionais e internacionais. </em></p>
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		<title>Lula x Bolsonaro: Vai ser Titânico</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2022 19:58:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bandeira]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Todos os indicadores revelam que a disputa que será tratada em segundo turno nas urnas presidenciais vai ser fruto de um embate de proporções épicas. E<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Todos os indicadores revelam que a disputa que será tratada em segundo turno nas urnas presidenciais vai ser fruto de um embate de proporções épicas. E para se sagrarem vencedores, os primeiros dias pós primeiro turno mostram que os adversários não vão poupar ataques de todas as naturezas.</p>
<p>Sem dúvida, a racionalidade de propostas e planos de governo devem ficar para segundo ou terceiro planos. Os números consolidados de votos obtidos no primeiro escrutínio, apresentam uma diferença de 5,28% entre Lula e Bolsonaro, colocando o primeiro colocado a 1,57% de ultrapassar o limite dos 50% dos votos válidos. É a repetição de um cenário contínuo de intensa polarização, que a partir de agora não conta mais com a dispersão dos demais candidatos que ainda tentavam uma luz ao sol, na corrida presidencial.</p>
<p>Nesse embate temos todos os ingredientes. Um país geograficamente dividido, com prevalência de Lula nas Regiões Norte e Nordeste e Bolsonaro nas Regiões Sul e Centro-Oeste. Uma luta de classes entre desassistidos e os mais abonados. Além de uma pauta de costumes sustentadas na crença e espiritualidade. Cada um impondo, à sua maneira, que votar no outro é uma escolha de risco e medo.</p>
<p>Vivemos hoje em uma sociedade encapsulada em Bolhas Sociais, que se alimentam de fatos e informações preparadas para agrupar e dar sentimento de pertencimento aos grupos. E aqui não há a menor necessidade que esses fatos sejam verdadeiros, pois a verdade é o que menos importa. O sucesso das <em>fake news </em>estão justamente em vender um fragmento de elementos, que juntos, contém uma história que se deseja crer e, principalmente, agradável ao grupo que a dissemina. As pessoas sabem que essas postagens, memes ou afirmações são falsas, mas promovem sensação de bem-estar em quem as dissemina, gera pertencimento e relevância dentro do grupo. Tudo feito na valoração e reconhecimento gerado dentro da bolha, com o devido anonimato diante de quem está fora dela. E este cenário, as redes sociais e os grupos de mensageria (WhatsApp e Telegram) são armas essenciais nessa disputa do vale-tudo.</p>
<p>Em uma guerra titânica, onde os dois oponentes vão para o tudo ou nada, geralmente quem perde é a cidade que é cenário para este embate, com seus prédios destruídos e muitos incêndios. Uma analogia importante para o que deve acontecer pós-eleição. Que país estará de pé após 03 de outubro? Uma hipótese é que os tempos seguintes, ainda deverão manter os dois grupos fortes. O que perdeu em plena oposição ao que ganhou. Seja pela cesta de votos que cada um vai obter no segundo turno, seja pela base de apoio, principalmente no Congresso Nacional, que já estão definidas. Ou seja, um povo aquecido nas ruas e uma oposição alerta contra as medidas e projetos do governo daquele que se sagrar vitorioso.</p>
<p>Como olhar para frente, quando o sucesso dos competidores está em promover a divisão do tecido social brasileiro? Lula editou o “<em>nós e eles</em>” que atormentou a vida póstuma do governo FHC. Bolsonaro aperfeiçoou o modelo, fragmentando a sociedade em diversos outros nichos: cristão, comunistas, nordestinos, mulheres, analfabetos, família, cidadãos de bem, entre outros.</p>
<p>O segredo é que estas baixas de guerra possam ser suplantadas pela reconstrução de uma nação que se concentre naquilo que não será importante nas campanhas dos candidatos até o dia 30/10. Como farão o país crescer, se desenvolver, gerar emprego, renda e melhores condições de vida para todo o coletivo da sociedade, abrigando os mais necessitados e dando mais educação para as futuras gerações de brasileiros. Se a disputa é épica, também são os problemas que devem ser enfrentados pelo futuro presidente.</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>é Master consultor do Grupo Brasília de Consultoria Política, Diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos no DF e professor-coordenados de pós-graduação em Análise e Marketing Político da Faculdade Republicana. É articulista e analista político para instituições, corporações e organismos de imprensa nacionais e internacionais.&nbsp;</em></p>
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		<title>COVID Presidencial</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2020 21:15:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bandeira]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p class="big">O que muito se temia, ou que se previa, aconteceu: Jair Bolsonaro testou positivo para a COVID-19. O anúncio foi feito pelo próprio presidente, direto dos jardins do Palácio do Alvorada, onde ele já cumpre quarentena. O episódio, no entanto, não é um epílogo nessa relação do mandatário número um do país com a maior pandemia do mundo moderno. Pelo contrário, é neste momento que o caldeirão da mistura onde as crises políticas e sanitárias se encontram, mais se aferventa.</p>
<p class="big">E se engana quem acredita que o <em>Coronavírus Presidencial</em> possa determinar vencedores e perdedores nesta queda-de-braço entre opositores e apoiadores do atual governo. O episódio acaba por gerar discursos positivos e negativos para ambos os lados e devem ganhar os debates, principalmente na virtualidade das redes sociais.</p>
<p class="big">A relação de Jair Bolsonaro e a pandemia da COVID-19 sempre foi muito tensa e épica. O presidente já se submeteu a outros três exames desde a viagem que fez aos EUA em março. Até a revelação dos resultados em 13 de maio, muitas especulações surgiram e muito esforço fora feito pelo Palácio do Planalto para evitar a divulgação dos resultados, já que a mesma era provocada por uma ação judicial junto ao STF, promovida por um jornal considerado inimigo do governo: <em>O Estado de São Paulo</em>. Os resultados deram negativo.</p>
<p class="big">De 13 de maio até a data do exame positivo do presidente da República, a COVID no Brasil saltou de 190.137 casos confirmados e 13.240 mortes, para 1.623.284 casos confirmados e 65.487 mortes. Uma escalada que a oposição do governo certamente deve tirar proveito, ilustrando com diversos episódios em que Jair Bolsonaro participou de manifestações públicas e de atos governamentais, sem observâncias das recomendações da organização Mundial de Saúde (OMS), de distanciamento social e uso de máscaras.</p>
<p class="big">Aliás, a proteção facial sempre foi muito questionada pelo presidente. Tanto que na última quinta-feira (02/07), sancionou, com vetos, a lei que disciplina o uso de máscara em espaços públicos em todo o território nacional (14.019/2020). Foram vetados, por exemplo, a obrigação de uso delas em órgãos públicos, estabelecimentos comerciais, industriais, templos religiosos e instituições de ensino.</p>
<p class="big">Outro aspecto que deve muito ser usado contra o presidente a partir de agora são as frases pronunciadas no passado, tentando qualificar a COVID. Entre elas o famoso “<em>E daí?</em> ”, sobre a escalada de mortes da doença no país; a de que “<em>todos vamos morrer um dia</em>”, questionando as decisões de governadores pelo isolamento social; que o “<em>coronavírus está superdimensionado</em>”, ainda no início da pandemia e a mais famosa delas a de que a COVID “<em>é somente uma gripezinha</em>”, pronunciada em cadeia de rádio e televisão, acompanhada do autoelogio sobre o seu passado atlético, que não sofreria nada, caso pegasse a doença.</p>
<p class="big">Curiosamente é a partir daí que a construção do discurso de quem apóia o governo se inicia. Poderá o presidente comprovar a sua tese de que a COVID não passou de uma “gripezinha”, se passar sem maiores problemas de saúde por ela. Uma tragédia seria acontecer com ele o que aconteceu com o primeiro ministro inglês, Boris Johnson, que criticava a doença e mudou o discurso depois que contraiu a COVID e precisou de cuidados em uma UTI Médica inglesa.</p>
<p class="big">Neste momento a construção do discurso político corre em similaridade ao momento nacional de extrema vinculação entre os cenários político e sanitário no país, onde é impossível dissociar uma coisa da outra. Para o presidente, o mais importante agora é que sua saúde não sofra com a enfermidade. Tão real essa relação, que Jair Bolsonaro já avisou que continuará despachando, agora por videoconferência do Palácio do Alvorada. Mostra assim, que a COVID não alterou sua rotina e sua saúde, mais do que uma simples gripe.</p>
<p class="big">Se tudo correr bem, após o período de quarentena, o presidente se sentirá mais liberto para participar de eventos com aglomerações pelo país afora e defender suas bandeiras, iniciativas e teses pelo final do isolamento e do retorno das atividades econômicas-sociais.</p>
<p class="big">Outro fator importante neste momento é a queda de braço em favor da Hidroxicloroquina. O presidente já está fazendo uso da medicação para cuidar da sua saúde e sem dúvida deverá fazer uso da mesma nos discursos em favor dela, mesmo que questionadas por diversos setores da ciência e medicina. Com comprovação científica ou não, a cloroquina vai voltar a vitrine, tendo como laboratório de experimentação, a saúde presidencial.</p>
<p class="big">Enfim, o teste positivo do presidente é mais um momento importante na trajetória da epidemia do Coronavírus no Brasil, que deve se estender até que a mesma possa ser controlada. E novamente reavivada nos embates políticos eleitorais de 2022. Não faltarão argumentos de parte-a-parte e a pandemia e seus desdobramentos poderão, enfim, determinar quem ocupará o cargo de presidente da República.</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>é Master Consultor da Strattegia Consultoria Política e diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos – Regional DF (ABCOP). É articulista e analista político para instituições, corporações e organismos de imprensa nacionais e internacionais. </em></p>
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		<title>Um juiz no ataque</title>
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		<pubDate>Fri, 22 May 2020 23:28:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bandeira]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p class="big">Um ano e quatro meses foram o suficiente para colocar em lados opostos, o presidente e o maior nome da Esplanada dos Ministérios. Jair Bolsonaro e Sérgio Moro trocaram os abraços, afagos e elogios, pelas acusações abertas em todos os meios. Uma situação que elevou a temperatura, já alta, no caldeirão político do Palácio do Planalto, com reflexo nas ruas e nas redes sociais.</p>
<p class="big">Ao contrário do ministro Henrique Mandetta, que deixou o Ministério da Saúde uma semana antes, sem críticas ou acusações abertas ao presidente, em virtude das diferenças de posicionamento diante da crise do Coronavírus, Sérgio Moro fez questão de sair deixando na sala do presidente um bode nervoso, por conta das possíveis tentativas de interferência de Jair Bolsonaro, no comando da Polícia Federal, por razões domésticas de sua família.</p>
<p class="big">Esta não é a única diferença entre os dois episódios que movimentaram o redesenho do <em>staff</em> ministerial de Bolsonaro. Mandetta é um político de ofício. Cultivou sua grande popularidade nas coletivas diárias e na conversa franca sobre as necessidades de isolamento quando a COVID-19 deixou de ser uma suposição, para se tornar estatística e realidade nas cidades brasileiras. Se tornou inclusive uma figura mais importante que Sérgio Moro, dentro da Esplanada dos Ministérios. Saiu por não ceder às pressões pelo fim do isolamento e por não querer adotar protocolos de tratamento com a polêmica <em>Hidroxicloroquina</em>. Depois da entrevista para o programa <em>Fantástico da TV Globo</em>, “pegou seu boné”, agradeceu e submergiu.</p>
<p class="big">O ex-ministro da Justiça preferiu outro caminho. Depois de ter sido o primeiro nome a ser chamado e confirmado a compor o primeiro escalão do presidente Bolsonaro, e ser ovacionado pelo grupo de apoiadores e eleitores do novo presidente, rompeu o casamento lavando a roupa suja abertamente. Quem mais uma vez se aproveitou do episódio foi a <em>TV Globo</em>, que pode veicular em primeira mão, no horário nobre do <em>Jornal Nacional</em>, as trocas de mensagens entre o então ministro com o presidente da República e com outros políticos do círculo de apoio presidencial, insinuando que havia muito outros interesses não republicanos, por detrás de sua demissão.</p>
<p class="big">Além desse aspecto, temos que considerar que Sérgio Moro, diferente do seu colega recém-saído da Saúde, quando embarcou no governo, já possuía uma legião de fãs por conta de sua atuação como juiz à frente da <em>Operação Lava-Jato</em>, no combate aos crimes de corrupção e colarinho branco, envolvendo as maiores empreiteiras do país e o núcleo do poder de governos liderados pelo Partido dos Trabalhadores. Julgou e colocou atrás das grades empresários, políticos e a maior estrela do PT, o ex-presidente Lula e consolidou em torno de si o grupo popular dos “lava-jatistas”.</p>
<p class="big">Considerando a campanha eleitoral de 2018, polarizada entre os simpatizantes da esquerda e o discurso da tal “Nova Política”, que trazia o combate a corrupção e a não devolução do poder justamente ao PT, por meio da campanha presidencial do professor Fernando Haddad. Com Bolsonaro eleito, Moro personificou como ministro, esse discurso dentro do governo Bolsonaro. Por consequência, os mesmos “lava-jatistas” desembarcam junto com o ex-juiz do governo, representando de imediato, uma fratura importante na base popular do presidente, que pode trazer danos irrecuperáveis aos interesses eleitorais futuros de Bolsonaro, em 2022. Principalmente quando nesta saída, o ex-ministro deixa como legado, a suposição de que o atual governo não se diferencia, na prática, de nenhum dos outros que vieram antes.</p>
<p class="big">O sintoma mais imediato de que a exoneração de Sérgio Moro causou maior dano do que saída Mandetta, foi justamente o presidente e a tropa de choque de defesa do governo federal partir para a desqualificação pública da figura do ex-juiz, na tentativa de questionar a sua integridade, principalmente pelo vazamento de troca de mensagens entre personagens do poder. A militância digital do presidente não poupou ataques e memes neste sentido. Curiosamente, foi um momento em que governo e petistas se uniram para criticar a postura do ex-ministro, já que no passado, os apoiadores do ex-presidente Lula, criticaram muito a conduta de Sérgio Moro, quando vazou a conversa protegida sob sigilo de justiça, entre os ex-presidentes Dilma e Lula, quando Lula estava prestes a ser nomeado ministro da Casa Civil. Mesmo com esses ataques, a imagem de Sérgio Moro cresceu. Segundo a consultoria Quaest, que monitora o alcance digital de líderes políticos, o ex-ministro ganhou após a sua saída do governo, 196 mil seguidores no Instagram e outros 20 mil no Twitter.</p>
<p class="big">Fato porém, é que a fervura do momento pós-demissão ainda não se dissipou e parece que ainda pode ter alguma vida pela frente. Como juiz, Sérgio Moro sabe bem, que uma denúncia sem provas não tem condições de se sustentar sozinha. Além das trocas de mensagens, o ex-ministro cuidou de fazer referência a gravação de uma reunião ministerial, onde o presidente cobra o ex-ministro pela troca de comando na Polícia Federal no Rio de Janeiro, por interesses na proteção de membros de sua família, diante de investigações em curso no órgão.</p>
<p class="big">Pelas transcrições já reveladas, existe a possibilidade de a acusação ser verdadeira e relevante, o que complicaria ainda mais o presidente Jair Bolsonaro, podendo aproximá-lo de enfrentar um processo de impeachment, por crime de responsabilidade. A grande luta do presidente passou então para a promoção técnica da sua versão, em afirmar que não estava falando sobre Polícia Federal, mas somente de assuntos vinculados a segurança da sua família no Rio de Janeiro, dentro de argumentos elaborados estrategicamente por sua defesa.</p>
<p class="big">Com todos elementos postos, se estruturou um tribunal informal que agora trata de julgar com as provas que surgem, se o presidente Bolsonaro é culpado de tentar interferir na Polícia Federal por interesses próprios e onde o ex-juiz Sérgio Moro trabalha para provar que a acusação é verdadeira. Tudo isso acontecendo em meio a maior crise sanitária, econômica e social do país. E como todo grande julgamento, novos episódios estão ainda por seguir, podendo ampliar ou arrefecer o potencial das denúncias. Em jogo, a continuidade de um governo, bem como também, o ajuste nas peças no tabuleiro das próximas eleições presidenciais.</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>é Master Consultor da Strattegia Consultoria Política e diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos – Regional DF (ABCOP). É articulista e analista político para instituições, corporações e organismos de imprensa nacionais e internacionais. </em></p>
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		<title>COVID-19: Divórcio e Partilha</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Apr 2020 16:11:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bandeira]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p class="big">Como alguns dias podem trocar os humores diante de uma situação já prevista para acontecer. Dez dias mudaram muito o cenário político, desde que o presidente da República, Jair Bolsonaro, se manifestou publicamente pelo desejo de demitir o então ministro da Saúde, Henrique Mandetta, a ponto de equilibrar a divisão dos bens dessa partilha.</p>
<p class="big">No dia 06 de maio, quando, pela primeira vez, o mais novo homem-forte do governo esteve muito próximo de ser demitido, a decisão era quase isolada do presidente da República, que divergia publicamente de do seu ministro, principalmente sobre as medidas de isolamento no combate ao Coronavírus. Bolsonaro chegou a literalmente anunciar que iria utilizar o poder de sua caneta para fazer valer a sua decisão. Foi demovido da dispensa pela área mais moderada do Palácio do Planalto, dentre eles o grupo do generalato que atualmente ocupa pastas importantes do Executivo Federal, como a chefia da Casa Civil, pelo general Braga Neto.</p>
<p class="big">O principal alerta era que tal demissão iria provocar movimentos de embate com outros setores a exemplo da sociedade civil organizada, governadores e os poderes Legislativo e Judiciário. A demissão do ministro da Saúde seria um movimento de isolamento e de proximidade do presidente com a temática do <em>impeachment.</em> Desta maneira, o presidente recuou. Logicamente o peso político de Mandetta subiu substancialmente após este episódio, mas sem eliminar o fantasma de uma futura demissão.</p>
<p class="big">Com os índices de aprovação em alta e protegido por setores importantes da política nacional, Mandetta decidiu flertar com o perigo, ao fornecer em caráter de exclusividade, no domingo 12/04, a entrevista ao Programa <em>Fantástico</em> da inimiga do poder central, a Rede Globo. Não se pode dizer que essa conversa fora feita de maneira inocente, já que o ex-ministro é um político experiente, de dois mandatos consecutivos como deputado federal pelo Mato Grosso do Sul, que ainda tem o seu currículo uma gestão como Secretário de Saúde de Campo Grande, capital do estado. E como deputado, manteve permanente influência junto a Frente Parlamentar da Saúde, no Congresso Nacional.</p>
<p class="big">Enfim, a leitura que a classe política fez da entrevista era que o então ministro da Saúde estava fornecendo as justificativas necessárias para ser mandado embora. Neste sentido, a decisão de dispensa deixou de ser uma medida na pessoa física do presidente e passou a ser uma deliberação coletiva do Poder Executivo, como o apoio dos principais ministros, dentre eles o da Economia, Paulo Guedes. Nas trincheiras de resistência, bastou aos integrantes da classe política apenas lamentar a saída e enaltecer o trabalho de Mandetta no combate ao Coronavírus. Dentre eles, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP) e o governador de São Paulo, João Dória (PSDB-SP).</p>
<p class="big">No dia 16 de abril o divórcio finalmente se consumou. Na partilha dos bens, Henrique Mandetta saiu bem avaliado pelo seu trabalho. Segundo pesquisa Datafolha, 70% da população aprovaram o trabalho do ex-ministro à frente do combate ao COVID-19. Ganhou projeção nacional e a fácil indicação do momento, na categoria de “presidenciável”. Diante da situação atual, tem confortavelmente caminhos a apontar diante da pandemia. Se os casos refluírem em entrarem em controle, pode assumir que isso aconteceu por conta do seu trabalho. Caso piorem, pode afirmar que isso ocorreu por conta da mudança na política de combate adotada pelo governo federal. A maior dificuldade para continuar na condição de candidato à presidente da República, vai ser se manter nos holofotes, que as coletivas de imprensa lhe concediam diariamente às 17h.</p>
<p class="big">Com relação ao espólio assumido por Bolsonaro, a análise é que também acabou sendo positivo. O primeiro ganho é não ter mais o seu ministro da Saúde questionando permanentemente o pensamento contrário ao isolamento social por parte do presidente, o que por si só era uma pauta bastante robusta, principalmente diante das diversas “saidinhas” do chefe do executivo pelas ruas da capital federal. Outro aspecto favorável ao presidente são os próprios números aferidos pelo Datafolha. 64% da população acha que Bolsonaro errou ao demitir o Mandetta. Porém, ao invés da demissão acompanhar um grau de perda de popularidade, o presidente acabou tendo uma oscilação positiva, de 33% para 36%, dentro da margem de erro. No pior dos cenários a demissão não lhe causou nenhuma queda na avaliação. E para completar esse sentimento, 36% acham que a situação do combate à doença vai piorar, enquanto 32% acreditam que o combate a pandemia vai melhorar com a saída do ministro. Um empate técnico.</p>
<p class="big">Com a separação feita cabe agora ao Democratas, partido do ex-ministro, estabelecer um projeto de sustentação de longo prazo para que se mantenha o nome de Mandetta em evidência, não só neste momento de pandemia, mas principalmente após a mesma. Já Bolsonaro nomeou um substituto para a pasta, Nelson Teich, que é médico de reconhecimento nacional, especialista em oncologia e com formação tanto na área de Saúde como da Economia, por uma das maiores escolas de negócios do mundo, A <em>Harvard Business School</em>. Alçado a condição de ministro com o aval da Associação Médica Brasileira (AMB). Lhe falta a cancha e o carisma que Mandetta, como político, distribuía. Mas no momento, é esperar para ver. Principalmente para que deste divórcio, a pior parte não fique com a população brasileira.</p>
<p><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>é Master Consultor e diretor executivo da Strattegia Consultoria Política e diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos – Regional DF (ABCOP). É articulista e analista político para instituições, corporações e organismos de imprensa nacionais e internacionais.</em></p>
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		<title>Carnaval: Política na Avenida</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Mar 2019 01:51:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bandeira]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>A festa de momo chegou ao fim. Pelo menos na maioria das cidades brasileiras. A festança é comumente associada ao divisor entre diversão e trabalho, onde<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p class="big">A festa de momo chegou ao fim. Pelo menos na maioria das cidades brasileiras. A festança é comumente associada ao divisor entre diversão e trabalho, onde tudo no Brasil só começa a funcionar depois do carnaval, aliás ao meio-dia da Quarta-Feira de Cinzas. O único dia do ano em que mistura meio período de folga, como meio período de trabalho.</p>
<p class="big">Outro raciocínio comumente associado a data é que o “<em>Carnaval é o Ópio do Povo</em>”, onde a população brasileira anestesiada, se esquece se de seus problemas para cair na folia. Pode até ser que o brasileiro deixe em suspensão seus boletos, e outras obrigações para sair na avenida, mas não deixa de levar consigo o seu protesto.</p>
<p class="big">Neste quesito, há muito tempo a política é ingrediente da folia. Já não é deste carnaval que brasileiros estampam sua indignação através das fantasias e das músicas que embalam os blocos. Começou na irreverência individual de foliões nas ruas e cada vez mais invade as grandes avenidas que servem de vitrine para mostrar o maior carnaval do mundo para o mundo.</p>
<p class="big">De Fernando Henrique para cá, todos os presidentes já viraram máscara e fantasia de carnaval. Antes dele, o então presidente Itamar Franco, em 1994, concentrou todas as atenções dessa ebulição que une política e carnaval, quando a sua companhia, a modelo Lilian Ramos, foi fotografada com ele em um dos camarotes da Marquês de Sapucaí, sem calcinha. Uma imagem que rendeu muitas críticas, discursos e até pedidos de impeachment.</p>
<p class="big">E é justamente nos sambódromos da Marques de Sapucaí e do Anhembi, que uma parte importante dessa transformação está acontecendo. Os problemas gerados pela má gestão pública sempre foram assuntos de enredo. Falar sobre miséria, fome, educação, violência sempre foi hábito nos desfiles das escolas. De uns anos para cá, a crítica tem sido mais direta em associar tais mazelas aos seus responsáveis.</p>
<p class="big">Quem não se lembra da fantasia do vampiro inspirado no então presidente Michel Temer, na escola de samba carioca Paraíso do Tuiuti, em 2018? A mesma escola que este ano fantasiou uma ala inteira com foliões vestidos de coxinha fazendo o gesto simbolo da arma de Bolsonaro; e que também trouxe o personagem do Bode Ioiô, eleito vereador em Fortaleza – enredo da escola &#8211; com a faixa presidencial? Já a Beija-Flor, que completou neste ano 70 carnavais, contou em seu enredo “<em>Os filhos abandonados da pátria que os pariu</em>” uma sequência de referências a política e corrupção, inclusive com um dos carros alegóricos mostrando o Senado da República infestada por ratos.</p>
<p class="big">A Mangueira se sagrou vencedora cantando na avenida, um enredo que se propunha a contar uma nova história do país recheado de mensagens engajadas, como por exemplo, a ala em alusão a vereadora morta Marielle Franco, assassinada há mais de um ano, em um crime ainda sem desfecho. A vereadora também foi lembrada no desfile da escola paulistana Vai-Vai.</p>
<p class="big">Assim, a cada carnaval, a população vai elegendo e renovando suas alegorias e mandando seus recados aos governantes. Seja na avenida ou nos blocos a criatividade e a crítica do brasileiro é exposta. E assim surgem diversos personagens em uma infindável lista que já teve o Japonês da Federal, o Lula Presidiário; Dilma Bolada, Gilmar Mendes Activia; o Fora Temer e até o presidente norte-americano Donald Trump.</p>
<p class="big">Este ano não foi diferente e o presidente recém-eleito, Jair Bolsonaro acabou como alvo natural de muitas críticas animadas, com gente se fantasiando de Laranjal, Reforma da Previdência, Bloco do Queiroz, Meninos de Azul e Meninas de Rosa, entre outras. Inclusive o seu boneco gigante que desfilou pelas ladeiras de Olinda foi vaiado e serviu de alvo para latas e garrafas. Críticas que o presidente talvez não tenha aceitado bem, ao publicar na sua conta do Twitter um vídeo com cenas obscenas, associando o carnaval à plena libertinagem. O que gerou mais críticas ao presidente, nos últimos dias.</p>
<p class="big">De fato, uma luta inglória, que o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, já vive há dois carnavais. Contrário à festividade, por conta do seu alinhamento religioso, é alvo de críticas tanto nas ruas e nos blocos, como na maior avenida do carnaval brasileiro. Já foi época em que presidentes e políticos, frequentavam a Sapucaí para testar sua popularidade junto à população. Hoje, apensas alimentam o imaginário da população e dos carnavalescos.</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>é Master Consultor e diretor executivo da Strattegia Consultoria Política e diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos – Regional DF (ABCOP). É articulista e analista político para instituições, corporações e organismos de imprensa nacionais e internacionais. </em></p>
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		<title>Que comece o jogo</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Feb 2019 16:19:07 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p class="big">Depois de 50 dias, começa, de fato, a gestão Bolsonaro. Ao longo desse período tivemos a posse do presidente, dos novos deputados e senadores, as eleições das mesas diretoras das duas casas, a cirurgia para retirada da bolsa de colostomia do presidente e nos últimos dias, uma crise criada e fermentada dentro do próprio governo, que culminou com a demissão de um dos ministros fortes do Planalto, o ex-presidente do PSL, Gustavo Bebianno.</p>
<p class="big">Todos estes aspectos serviram para colocar no tabuleiro as peças que vão participar do jogo do poder a partir de agora. Só faltava um objetivo para movimentar todos os participantes e dar sentido a este jogo, que finalmente chega às mãos dos parlamentares, levado pelo próprio presidente Bolsonaro: o projeto que pretende reformar a Previdência dos brasileiros.</p>
<p class="big">Até aqui, tudo de certa forma, pode ser permitido, mas não necessariamente esquecido. Todos os atos, nomeações, afagos, ataques e disputas serviram para alinhar as trincheiras, que necessariamente não são preenchidas somente por peças pretas e brancas, oposição e situação. No campo das disputas políticas existem diversos elementos cinzas, que tendem a ficar ora mais brancos ou pretos, conforme se movimenta o governo, o mercado, a sociedade civil organizada e a própria população.</p>
<p class="big">Pelo logo trâmite que envolve a Reforma da Previdência, que vai exigir alterar itens constitucionais, com votações em comissões especiais, nas comissões de Constituição e Justiça e nos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, como o objetivo de obter quórum qualificado de 3/5 em dois turnos, estima-se que essa batalha consuma de seis a oito meses de conversas e negociações, com os parlamentares que vão analisar, alterar, aprovar ou rejeitar itens da proposta.</p>
<p class="big">No sentido político de obter êxito nesta primeira experiência o presidente Bolsonaro optou por apresentar uma proposta ampla, mas mais moderada do que desejava a Ala Econômica, chefiada por Paulo Guedes. Já que uma vitória ou derrota pode sinalizar para o ambiente político que o atual presidente vai encontrar para os próximos quatro anos.</p>
<p class="big">A seu favor, o presidente conta com a lua-de-mel que qualquer mandatário tem no começo de governo, o apoio dos governadores que também estão quebrados e comprometidos financeiramente nos estados com as suas próprias previdências, bem como as tentativas das edições anteriores de se reformar a Previdência, onde ficou claro que faltou por parte dos governos, explicar que a reforma serve para cortar privilégios e reduzir o déficit do governo, para ter mais recursos para investir em projetos que gerem empregos e desenvolvimento.</p>
<p class="big">Contra a Reforma, tem uma oposição estruturada de parlamentares que até o presente momento não entrou em campo, as forças laborais que representam as classes principalmente de servidores que podem perder mais com a mudanças nas regras da Previdência e a desconfiança de boa parte dos deputados com relação a força e coesão da base de sustentação do governo no Congresso Nacional.</p>
<p class="big">O PSL, partido do presidente, que elegeu a segunda maior bancada com 55 deputados, não é suficiente para, sozinha, bancar as mudanças. Sem contar que boa parte dos parlamentares possuem muito mais vontade e discurso do que articulação política. O principal articulador do partido – o então ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno – foi exonerado no começo da semana, em virtude de um embate direto com o presidente e sua família, após denúncias de uso de laranjas em campanhas do próprio partido e vazamento de conversas particulares com o presidente Bolsonaro.</p>
<p class="big">Inclusive isso é uma das grandes queixas feitas hoje no parlamento, de que o governo não possui interlocutores com capacidade de intermediação junto aos partidos políticos, que de fato, encaminham as votações nas duas casas. A decisão anterior do Palácio do Planalto de negociar direto com as frentes parlamentares temáticas, em detrimento dos partidos, agora encontra a resistência das bancadas, que querem discutir participação e espaços dento do novo governo. Uma movimentação que pode aproximar a gestão Bolsonaro, do chamado “toma-lá-dá-cá”.</p>
<p class="big">A sinalização deste descontentamento pode ser vista na derrubada do decreto presidencial que alterava a Lei de Acesso a Informação no que tange a mudança de como os documentos são declarados como sigilosos. Ampla maioria dos deputados &#8211; 367 por 57 &#8211; decidiu colocar em pauta o decreto, que foi derrubado em votação simbólica.</p>
<p class="big">E obviamente ainda existem algumas rusgas a ser superada como os descontentamentos, principalmente no Senado Federal, ainda com relação a eleição do presidente Davi Alcolumbre (DEM), que teve participação direta do Ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, desagradando parte do MDB, a maior bancada de senadores, com 13 integrantes.</p>
<p class="big">Enfim, os desafios são grandes, vão consumir muito tempo e exigir da Administração Central correção de rumos e muita capacidade de articulação para movimentarem as peças deste tabuleiro a seu favor. E que comece o jogo!</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>é Master Consultor e diretor executivo da Strattegia Consultoria Política e diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos – Regional DF (ABCOP). É articulista e analista político para instituições, corporações e organismos de imprensa nacionais e internacionais. </em></p>
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