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	<title>covid-19 &#8211; Poder em Rede</title>
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	<description>O Poder em Rede surgiu para trazer uma abordagem diferente sobre a cobertura da política no país através de uma ótica mais analítica. Acesse e veja mais!</description>
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		<title>COVID Presidencial</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2020 21:15:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bandeira]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p class="big">O que muito se temia, ou que se previa, aconteceu: Jair Bolsonaro testou positivo para a COVID-19. O anúncio foi feito pelo próprio presidente, direto dos jardins do Palácio do Alvorada, onde ele já cumpre quarentena. O episódio, no entanto, não é um epílogo nessa relação do mandatário número um do país com a maior pandemia do mundo moderno. Pelo contrário, é neste momento que o caldeirão da mistura onde as crises políticas e sanitárias se encontram, mais se aferventa.</p>
<p class="big">E se engana quem acredita que o <em>Coronavírus Presidencial</em> possa determinar vencedores e perdedores nesta queda-de-braço entre opositores e apoiadores do atual governo. O episódio acaba por gerar discursos positivos e negativos para ambos os lados e devem ganhar os debates, principalmente na virtualidade das redes sociais.</p>
<p class="big">A relação de Jair Bolsonaro e a pandemia da COVID-19 sempre foi muito tensa e épica. O presidente já se submeteu a outros três exames desde a viagem que fez aos EUA em março. Até a revelação dos resultados em 13 de maio, muitas especulações surgiram e muito esforço fora feito pelo Palácio do Planalto para evitar a divulgação dos resultados, já que a mesma era provocada por uma ação judicial junto ao STF, promovida por um jornal considerado inimigo do governo: <em>O Estado de São Paulo</em>. Os resultados deram negativo.</p>
<p class="big">De 13 de maio até a data do exame positivo do presidente da República, a COVID no Brasil saltou de 190.137 casos confirmados e 13.240 mortes, para 1.623.284 casos confirmados e 65.487 mortes. Uma escalada que a oposição do governo certamente deve tirar proveito, ilustrando com diversos episódios em que Jair Bolsonaro participou de manifestações públicas e de atos governamentais, sem observâncias das recomendações da organização Mundial de Saúde (OMS), de distanciamento social e uso de máscaras.</p>
<p class="big">Aliás, a proteção facial sempre foi muito questionada pelo presidente. Tanto que na última quinta-feira (02/07), sancionou, com vetos, a lei que disciplina o uso de máscara em espaços públicos em todo o território nacional (14.019/2020). Foram vetados, por exemplo, a obrigação de uso delas em órgãos públicos, estabelecimentos comerciais, industriais, templos religiosos e instituições de ensino.</p>
<p class="big">Outro aspecto que deve muito ser usado contra o presidente a partir de agora são as frases pronunciadas no passado, tentando qualificar a COVID. Entre elas o famoso “<em>E daí?</em> ”, sobre a escalada de mortes da doença no país; a de que “<em>todos vamos morrer um dia</em>”, questionando as decisões de governadores pelo isolamento social; que o “<em>coronavírus está superdimensionado</em>”, ainda no início da pandemia e a mais famosa delas a de que a COVID “<em>é somente uma gripezinha</em>”, pronunciada em cadeia de rádio e televisão, acompanhada do autoelogio sobre o seu passado atlético, que não sofreria nada, caso pegasse a doença.</p>
<p class="big">Curiosamente é a partir daí que a construção do discurso de quem apóia o governo se inicia. Poderá o presidente comprovar a sua tese de que a COVID não passou de uma “gripezinha”, se passar sem maiores problemas de saúde por ela. Uma tragédia seria acontecer com ele o que aconteceu com o primeiro ministro inglês, Boris Johnson, que criticava a doença e mudou o discurso depois que contraiu a COVID e precisou de cuidados em uma UTI Médica inglesa.</p>
<p class="big">Neste momento a construção do discurso político corre em similaridade ao momento nacional de extrema vinculação entre os cenários político e sanitário no país, onde é impossível dissociar uma coisa da outra. Para o presidente, o mais importante agora é que sua saúde não sofra com a enfermidade. Tão real essa relação, que Jair Bolsonaro já avisou que continuará despachando, agora por videoconferência do Palácio do Alvorada. Mostra assim, que a COVID não alterou sua rotina e sua saúde, mais do que uma simples gripe.</p>
<p class="big">Se tudo correr bem, após o período de quarentena, o presidente se sentirá mais liberto para participar de eventos com aglomerações pelo país afora e defender suas bandeiras, iniciativas e teses pelo final do isolamento e do retorno das atividades econômicas-sociais.</p>
<p class="big">Outro fator importante neste momento é a queda de braço em favor da Hidroxicloroquina. O presidente já está fazendo uso da medicação para cuidar da sua saúde e sem dúvida deverá fazer uso da mesma nos discursos em favor dela, mesmo que questionadas por diversos setores da ciência e medicina. Com comprovação científica ou não, a cloroquina vai voltar a vitrine, tendo como laboratório de experimentação, a saúde presidencial.</p>
<p class="big">Enfim, o teste positivo do presidente é mais um momento importante na trajetória da epidemia do Coronavírus no Brasil, que deve se estender até que a mesma possa ser controlada. E novamente reavivada nos embates políticos eleitorais de 2022. Não faltarão argumentos de parte-a-parte e a pandemia e seus desdobramentos poderão, enfim, determinar quem ocupará o cargo de presidente da República.</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>é Master Consultor da Strattegia Consultoria Política e diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos – Regional DF (ABCOP). É articulista e analista político para instituições, corporações e organismos de imprensa nacionais e internacionais. </em></p>
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		<title>COVID-19: Divorcio y Repato</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2020 00:57:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bandeira]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Cómo unos pocos días pueden cambiar el estado de ánimo ante una situación que ya se preveía que iba a suceder. Diez días han cambiado mucho la escena política, desde que el presidente de la República de Brasil, Jair Bolsonaro, se manifestó públicamente por el deseo de destituir a su Ministro de Sanidad, Henrique Mandetta, a fin de equilibrar la división de los bienes.</p>
<p>El 6 de mayo, cuando, por primera vez, el nuevo hombre fuerte del gobierno estaba muy cerca de ser destituido, la decisión, casi aislada del mandatario, que públicamente se difería de su ministro, principalmente sobre las medidas de aislamiento frente al coronavirus. Bolsonaro literalmente anunció que usaría el poder de su pluma para hacer valer su decisión. Fue disuadido de la destitución por el área más moderada del Palacio de Planalto, entre ellos el grupo del generalato que actualmente ocupa importante cartera en el Ejecutivo Federal, como el jefe de la Casa Civil, el general Braga Neto.</p>
<p>La advertencia principal fue que tal destitución provocaría movimientos de conflicto con otros sectores como la sociedad civil organizada, los gobernadores y los poderes legislativa y judicial. La destitución del Ministro de Sanidad sería un movimiento aislado y le acercaría al presidente el tema de <em>impeachment</em>. De esta manera, el mandatario dio un paso atrás. Lógicamente, el peso político de Mandetta aumentó sustancialmente tras el episodio, pero no ha eliminado el espectro de un futuro derrocamiento.</p>
<p>Con altos índices de aprobación y protegidos por importantes sectores de la política nacional, Mandetta decidió coquetear con el peligro, proporcionando de forma exclusiva, el domingo 12/04, una entrevista al <em>Programa Fantástico </em>del enemigo del poder central, la <em>Rede Globo</em>. No se puede decir que la conversación se haya llevado a cabo inocentemente, ya que el exministro es un político experimentado, de dos mandatos consecutivos como diputado federal de Mato Grosso do Sul, que aún tiene en su carrera la gerencia de la Secretaría de Salud de Campo Grande, capital del estado. Y como diputado, mantuvo una influencia permanente con el Frente Parlamentario de Sanidad en el Congreso Nacional.</p>
<p>De todos modos, la lectura que la clase política hizo sobre la entrevista fue que el entonces Ministro de Sanidad estaba aportando justificativas necesarias para su destitución. En este sentido, la decisión de destitución ya no era una medida individual del presidente, sino que se ha convertido en una decisión colectiva del Poder Ejecutivo, con el apoyo de los principales ministros como el de la Economía, Paulo Guedes. En las trincheras de resistencia, fue lo suficiente que miembros de la clase política lamentara su partida y elogiara su trabajo en la lucha contra el Coronavirus. Entre ellos, el presidente de la Cámara de Diputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), el presidente del Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP) y el gobernador de São Paulo, João Dória (PSDB-SP).</p>
<p>El 16 de abril, el divorcio por fin ha terminado. Al compartir los bienes, Henrique Mandetta fue bien evaluado por su trabajo. Según una encuesta de <em>Datafolha</em>, el 70% de la población aprobó el trabajo del exministro frente a la lucha contra COVID-19. Ganó prominencia nacional y la fácil indicación, hasta entonces, a la categoría &#8220;presidencial&#8221;. En vista de la situación actual, hay cómodamente caminos a seguir ante la pandemia. Si no tenemos el control sobre los casos, se podrá suponer que lo ha sucedido a causa de su trabajo. Si empeoren, se podrá decir que esto se debió al cambio en la política adoptada por el gobierno federal. La mayor dificultad para continuar como candidato a la presidencia de la República de Brasil será permanecer en el centro de atención, lo que las conferencias de prensa le otorgaban diariamente a las 5 de la tarde.</p>
<p>Con respecto a los bienes adquiridos por Bolsonaro, el análisis también ha resultado positivo. El primer beneficio es que no hay más su Ministro de Sanidad cuestionando el pensamiento del mandatario contra las medidas de aislamiento social, que por sí solo era una agenda muy resistente, especialmente en vista de los muchos &#8220;paseitos&#8221; del presidente ejecutivo por las calles de la Capital Federal. Otro aspecto favorable al presidente son las cifras obtenidas por <em>Datafolha</em>. El 64% de la población piensa que Bolsonaro se equivocó al destituir Mandetta. Sin embargo, en lugar de la destitución disminuir la popularidad, la asciende de 33% a 36%, dentro del margen de error. En el peor de los escenarios, la destitución no ha bajado su calificación. Y para completar este sentimiento, el 36% piensa que la situación de lucha frente a la enfermedad empeorará, mientras que el 32% cree que la lucha contra la pandemia mejorará con la salida del ministro. Un empate técnico.</p>
<p>Con la separación hecha, ahora corresponde a los demócratas, el partido del exministro, que establezca un proyecto de apoyo a largo plazo con el fin de mantener el nombre de Mandetta no solo ahora ante de una pandemia, sino, esencialmente, cuando la termine. Bolsonaro titula para la cartera de Salud Nelson Teich como suplente, médico reconocido a nivel nacional, especialista en oncología y experto en la Salud y en la Economía, de una de las escuelas de negocios más grandes del mundo,<em> Harvard Business School.</em> Elegido a la condición de ministro con el aval de la Asociación Médica Brasileña (AMB) aunque carece de la experiencia y del carisma que Mandetta, que como político, distribuía. No obstante, por el momento, es esperar a ver. Sobre todo, si, con este divorcio, la peor parte se la quedará el pueblo brasileño.</p>
<p><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>Consultor principal en Strattegia Consultoria Política, Director de la Asociación Brasileña de Consultores Políticos en DF. Es columnista y analista político de instituciones nacionales y internacionales, corporaciones y agencias de impresión.</em></p>
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		<title>COVID-19: Divórcio e Partilha</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Apr 2020 16:11:40 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p class="big">Como alguns dias podem trocar os humores diante de uma situação já prevista para acontecer. Dez dias mudaram muito o cenário político, desde que o presidente da República, Jair Bolsonaro, se manifestou publicamente pelo desejo de demitir o então ministro da Saúde, Henrique Mandetta, a ponto de equilibrar a divisão dos bens dessa partilha.</p>
<p class="big">No dia 06 de maio, quando, pela primeira vez, o mais novo homem-forte do governo esteve muito próximo de ser demitido, a decisão era quase isolada do presidente da República, que divergia publicamente de do seu ministro, principalmente sobre as medidas de isolamento no combate ao Coronavírus. Bolsonaro chegou a literalmente anunciar que iria utilizar o poder de sua caneta para fazer valer a sua decisão. Foi demovido da dispensa pela área mais moderada do Palácio do Planalto, dentre eles o grupo do generalato que atualmente ocupa pastas importantes do Executivo Federal, como a chefia da Casa Civil, pelo general Braga Neto.</p>
<p class="big">O principal alerta era que tal demissão iria provocar movimentos de embate com outros setores a exemplo da sociedade civil organizada, governadores e os poderes Legislativo e Judiciário. A demissão do ministro da Saúde seria um movimento de isolamento e de proximidade do presidente com a temática do <em>impeachment.</em> Desta maneira, o presidente recuou. Logicamente o peso político de Mandetta subiu substancialmente após este episódio, mas sem eliminar o fantasma de uma futura demissão.</p>
<p class="big">Com os índices de aprovação em alta e protegido por setores importantes da política nacional, Mandetta decidiu flertar com o perigo, ao fornecer em caráter de exclusividade, no domingo 12/04, a entrevista ao Programa <em>Fantástico</em> da inimiga do poder central, a Rede Globo. Não se pode dizer que essa conversa fora feita de maneira inocente, já que o ex-ministro é um político experiente, de dois mandatos consecutivos como deputado federal pelo Mato Grosso do Sul, que ainda tem o seu currículo uma gestão como Secretário de Saúde de Campo Grande, capital do estado. E como deputado, manteve permanente influência junto a Frente Parlamentar da Saúde, no Congresso Nacional.</p>
<p class="big">Enfim, a leitura que a classe política fez da entrevista era que o então ministro da Saúde estava fornecendo as justificativas necessárias para ser mandado embora. Neste sentido, a decisão de dispensa deixou de ser uma medida na pessoa física do presidente e passou a ser uma deliberação coletiva do Poder Executivo, como o apoio dos principais ministros, dentre eles o da Economia, Paulo Guedes. Nas trincheiras de resistência, bastou aos integrantes da classe política apenas lamentar a saída e enaltecer o trabalho de Mandetta no combate ao Coronavírus. Dentre eles, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP) e o governador de São Paulo, João Dória (PSDB-SP).</p>
<p class="big">No dia 16 de abril o divórcio finalmente se consumou. Na partilha dos bens, Henrique Mandetta saiu bem avaliado pelo seu trabalho. Segundo pesquisa Datafolha, 70% da população aprovaram o trabalho do ex-ministro à frente do combate ao COVID-19. Ganhou projeção nacional e a fácil indicação do momento, na categoria de “presidenciável”. Diante da situação atual, tem confortavelmente caminhos a apontar diante da pandemia. Se os casos refluírem em entrarem em controle, pode assumir que isso aconteceu por conta do seu trabalho. Caso piorem, pode afirmar que isso ocorreu por conta da mudança na política de combate adotada pelo governo federal. A maior dificuldade para continuar na condição de candidato à presidente da República, vai ser se manter nos holofotes, que as coletivas de imprensa lhe concediam diariamente às 17h.</p>
<p class="big">Com relação ao espólio assumido por Bolsonaro, a análise é que também acabou sendo positivo. O primeiro ganho é não ter mais o seu ministro da Saúde questionando permanentemente o pensamento contrário ao isolamento social por parte do presidente, o que por si só era uma pauta bastante robusta, principalmente diante das diversas “saidinhas” do chefe do executivo pelas ruas da capital federal. Outro aspecto favorável ao presidente são os próprios números aferidos pelo Datafolha. 64% da população acha que Bolsonaro errou ao demitir o Mandetta. Porém, ao invés da demissão acompanhar um grau de perda de popularidade, o presidente acabou tendo uma oscilação positiva, de 33% para 36%, dentro da margem de erro. No pior dos cenários a demissão não lhe causou nenhuma queda na avaliação. E para completar esse sentimento, 36% acham que a situação do combate à doença vai piorar, enquanto 32% acreditam que o combate a pandemia vai melhorar com a saída do ministro. Um empate técnico.</p>
<p class="big">Com a separação feita cabe agora ao Democratas, partido do ex-ministro, estabelecer um projeto de sustentação de longo prazo para que se mantenha o nome de Mandetta em evidência, não só neste momento de pandemia, mas principalmente após a mesma. Já Bolsonaro nomeou um substituto para a pasta, Nelson Teich, que é médico de reconhecimento nacional, especialista em oncologia e com formação tanto na área de Saúde como da Economia, por uma das maiores escolas de negócios do mundo, A <em>Harvard Business School</em>. Alçado a condição de ministro com o aval da Associação Médica Brasileira (AMB). Lhe falta a cancha e o carisma que Mandetta, como político, distribuía. Mas no momento, é esperar para ver. Principalmente para que deste divórcio, a pior parte não fique com a população brasileira.</p>
<p><strong>Alexandre Bandeira</strong> <em>é Master Consultor e diretor executivo da Strattegia Consultoria Política e diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos – Regional DF (ABCOP). É articulista e analista político para instituições, corporações e organismos de imprensa nacionais e internacionais.</em></p>
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