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	<title>Eleições 2018 &#8211; Poder em Rede</title>
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		<title>Fake News é o Combate a Fake News</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Oct 2018 12:42:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bandeira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições 2018]]></category>
		<category><![CDATA[Política no Brasil]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p class="big">Em novembro do ano passado, ainda sob a gestão do ministro Gilmar Mendes, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou que a Justiça Eleitoral iria se antecipar ao combate das chamadas Fake News nas eleições deste ano. Em dezembro, o tribunal organizou um grupo especial para estudar o tema, inclusive sobre as experiências em outros países e anunciou a criação de um canal para que a população pudesse fazer denúncias.</p>
<p class="big">Em janeiro, à pedido do novo presidente do TSE, ministro Luiz Fux, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal foram convocados para auxiliar no combate a este problema. Em fevereiro o TSE anunciou que também teria apoio dos organismos de imprensa. Em junho, memorando com as empresas de tecnologia Google e Facebook foi assinado, para tentar restringir a disseminação das Fakes News, pelas redes sociais e internet.</p>
<p class="big">14 de agosto Rosa Weber assume a presidência do TSE. Dois dias depois, em 16 de agosto começou oficialmente a corrida eleitoral de 2018. Depois de três presidentes e todo um primeiro turno de campanha, o que se viu na prática foi um festival de mentiras, ataques e teorias conspiratórias que colocaram sob suspeita inclusive a lisura do pleito eleitoral. </p>
<p class="big">As redes sociais e os aplicativos de mensagens se tornaram território livre para a disseminação de todo tipo de desinformação, largamente propagada não só por campanhas e defensores de candidatos e partidos, mas também por exércitos de perfis falsos monitorados por robots e internautas pagos para isso. Eleitores fakes, transmitindo Fake News, engajados para conquistar votos de verdade. </p>
<p class="big">Em dezembro do ano passado o jornalismo da BBC no Brasil trouxe uma série de reportagens sob o título Democracia Ciborgue,  fruto de investigações que mostravam que já nas eleições de 2014, os perfis fakes já operavam em favor de candidatos. Por detrás destes perfis, que parecem reais, com direito a fotos, históricos e interações, pessoas manipulando dezenas, às vezes centenas de contas, com o objetivo de gerar o que a psicologia chama de “Efeito de Manada”.</p>
<p class="big">Passados quatro anos, todos os indícios apontam que a prática só cresceu e evoluiu. Seguramente muitas pessoas nas redes sociais mantém hoje, sem desconfiar, amizades e relacionamentos com esses robots, replicando mensagens, teses e argumentos, de maneira orgânica e natural distribuídos por estes perfis falsos.  </p>
<p class="big">Alguns indícios dessa presença estão nos números que são apresentados. No dia de hoje o Facebook fez um balanço em que foram canceladas 280 páginas, 280 perfis e 674 grupos que violavam as regras de autenticidade e distribuição de spam. Entre elas uma empresa brasileira de que recrutava e pagava pessoas para distribuir conteúdo de cunho político simulando ser um alcance orgânico e o maior grupo a favor de um dos candidatos, que teve 68 páginas e 43 contas, pelas mesmas justificativas, canceladas. O WhatsApp também informou que nos últimos dias centenas de milhares de usuários foram desativadas por distribuição de materiais que remetiam a desinformação, notícias falsas e spam.</p>
<p class="big">Afora estas iniciativas diretas das empresas de tecnologia, a Justiça Eleitoral ainda não conseguiu apresentar um balanço representativo sobre o tema, mostrando que neste pleito que se encerra no domingo, a Fake News vai se sagrar como uma das vitoriosas.</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira</strong> – <em>Master consultor da Strattegia Consultoria Política, Diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos no DF e coordenador de Pós-Graduação de Comunicação e Marketing Político pela Unicorp Brasília.</em> </p>
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		<title>Os Indecisos Decidem</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Oct 2018 19:01:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Bandeira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições 2018]]></category>
		<category><![CDATA[Política no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p class="big">Todos os noticiários estão cometendo um grande erro, estimulado pelos institutos de pesquisa, ao divulgarem as intenções de voto que consideram somente o chamado Voto Válido. Justificam que para essa conta são descartados os votos brancos, nulos e indecisos. Como assim?!</p>
<p class="big">Ao fazer isso, tanto os institutos de pesquisa quanto a imprensa pecam maciçamente ao declarar que o voto do INDECISO é exatamente igual ao voto de quem optou por votar branco ou nulo. Isso é um erro crasso, pois o voto de quem ainda não tem candidato declarado ou firmado não pode ser desprezado da mesma forma como aqueles que já decidiram não votar em ninguém.</p>
<p class="big">A justificativa dada é de que a Justiça Eleitoral assim contabiliza os votos. Não é verdade. O Tribunal Superior Eleitoral e os Tribunais Regionais Eleitorais só contam os votos que estão nas urnas, já que é impossível votar na opção INDECISO. Este grupo de pessoas que deixam para definir mais tarde o seu voto, na verdade vão exercer o seu direito de escolha como qualquer um que já se definiu antecipadamente, mesmo que possa estar nesta opção votar branco ou nulo. Mas é matematicamente e estatisticamente equivocado afirmar que os votos dos Indecisos devam ser extraídos do cálculo dos Votos Válidos.</p>
<p class="big">Ao desprezar essa questão, os institutos de pesquisa flertam deliberadamente com o erro. E muito disso pode ser constatado no primeiro turno. E por uma questão muito simples: o brasileiro está deixando para fazer a sua escolha cada vez mais tarde. Enfim, as empresas de pesquisa não estão conseguindo identificar o tamanho do voto indeciso, bem como do voto fluído, que pode facilmente mudar de mãos. E ainda assim, desprezam estes indicadores.</p>
<p class="big">A primeira pesquisa Datafolha para o segundo turno, tentou identificar esse fenômeno. E o resultado é surpreendente. Para presidente, 12% da população brasileira decidiu o voto no dia da eleição. 6% na véspera; 8% uma semana antes e 10%, quinze dias antes do pleito. Ou seja, em duas semanas antes do 1º. Turno, 34% ou mais de 1/3 de todos os eleitores brasileiros estavam indecisos ou mudando de candidato, sendo que 2 em cada 10 só fizeram isso nas últimas 24 horas antes de se fechar as urnas no dia 7 de outubro. Para os cargos de governador, senador e deputados federais, estaduais e distritais o voto decidido no dia da eleição oscilou entre 17% e 20%.</p>
<p class="big">Estes números sequer se correlacionam com o volume de indecisos que os próprios institutos de pesquisa apresentaram às vésperas do pleito. No dia 6/10, o Datafolha e o Ibope traziam como indecisos respectivamente 4% e 5%. Estamos tratando de uma distorção entre 4 a 6 vezes maior do que o verdadeiro número de pessoas que escolheram seus candidatos nas últimas horas.</p>
<p class="big">Continuar a desprezar este exército de eleitores e depois ter que constatar e justificar a enorme diferença entre o que tentam indicar as pesquisas e o que se revela na verdade das urnas é o desafio para que tão importante expediente não continue a gerar tanta desconfiança por parte do eleitorado.</p>
<p class="big">Ou os institutos aprimoram seus métodos de apurar e coletar o sentimento dos eleitores ou continuam a desprezar quem se decide mais perto da hora do voto, tendo que ver suas credibilidades ruírem pleito após pleito.</p>
<p class="big"><strong>Alexandre Bandeira</strong> – <em>Master consultor da Strattegia Consultoria Política, Diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos no DF e coordenador de Pós-Graduação de Comunicação e Marketing Político pela Unicorp Brasília.</em> </p>
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